Tribo Fashion

Sobre trabalhar em semanas de moda

É a milésima vez que tento escrever esse post. Começo bem, mas acaba virando um desabafo, um texto deslumbrado, emocionado, de alguém que ainda não se acostumou com o que faz.

 

Meu amor pela moda é antigo, começou quando eu tinha 9 anos.  Por aqui, tem paixão também. Um desfile é capaz de me deixar de mau humor (principalmente, quando gosto da marca) ou me deixar feliz pelo resto do dia. Tem desfiles que me deixam arrepiada e toda a calorosidade do ‘público’ ao fim do show, me faz derramar lágrimas e abrir um largo sorriso. Começo a imaginar toda a felicidade dos estilistas, da sensação de missão cumprida e fico feliz junto.

Assistir a desfiles é sempre muito bom, mas moda não é só isso e trabalhar com moda, não é fácil. Não existe glamour nenhum. As pessoas são mau educadas -o que não te dá o direito de ser mau educado de volta- se você não trabalha para dois veículos importantes (não citarei aqui), sua vida fica dez vezes mais complicada. Entrar em um backstage pode ser impossível. São muitos os fotógrafos que ficam sem as fotos que precisam. Eu entendo, tem horas que fica tudo muito corrido, um desfile atrasa, o cruzamento não chega (quando as modelos saem de um desfile para o outro) e ainda tem um monte de jornalistas e fotógrafos querendo entrar pra fazer beleza, arara, fila, entrevistas. Não vai dar tempo. A correria explicaria a falta de bom humor de uns e outros, mas aprendi que não existe justificativa para falta de educação e são poucas as pessoas educadas por ali, mas essas poucas compensam todo o resto. Basta um sorriso, um elogio, pra que você volte à correria mais empolgada.

Corre pro backstage, mandam esperar e ta calor. Você volta correndo pra sala de imprensa, ta gelado. Vai correndo pra  sala de desfiles, que te faz tremer de frio. O desfile atrasou. Sai correndo da sala 1 pra sala 3 –e é longe, muito longe. Os fotógrafos no PIT se atropelam. Você corre de um lado pro outro o dia inteiro, do calor pro frio, do frio pro calor.  Quando o dia chega na metade, começa a desejar sua cama e um prato de comida (como criança desnutrida- ninguém sobrevive por uma semana com sanduíches minúsculos, cachorro quente geneal e coca-cola). O máximo que você consegue é passar em casa, trocar de roupa e ir pra festa de alguma marca (não que você queira, mas é bom socializar). Quando chega em casa, provavelmente vai ter algo pra fazer e só vai conseguir dormir no meio da madrugada. Acordar cansada e enfrentar mais um dia corrido. No fim, estão todos gripados e exaustos. Não pense que vai dar tempo de se recuperar, não. Na segunda-feira, todos estão de volta ao trabalho e logo em seguida, tem SPFW. Quando tudo acaba, estamos querendo que comece de novo. Porque por mais estressante que seja, a gente ama o que faz – e quem não ama, deveria estar fazendo outra coisa.  As pessoas maravilhosas que conhecemos no meio de tanta loucura, fazem valer a pena. Um vai ajudando ao outro e assim, chegamos ao fim.

Fotos: Reprodução/Alexia Chlamtac

Helô: inspiração antiga

Adoro me inspirar em pessoas e tenho uma lista enorme com quem me inspira de alguma forma, seja pelo estilo, pela carreira ou a forma de viver. Salto alto, Baile da Favorita, viagens e shorts curtíssimos (sempre elegante). Esse é um pouquinho (o que eu conheço) da Helô Gomes, uma das minhas maiores fontes de inspiração.

Helô é alegre, daquelas pessoas que iluminam um lugar, sabe? Que parecem estar sempre festejando a vida! Quando penso em It Girl tupiniquim, penso nela. Cabelo impecável, pele reluzente (aquele brilho interior, sabe?), corpo super em cima (do tipo magra sem esforço). Além disso, é elegante (!) e educada. Tudo nela parece não ter o mínimo esforço e é disso que a gente gosta. Helô tem aquele Je ne sais quoi de toda it girl. Aquela aura iluminada que não sabemos explicar.

Engana-se quem pensa que a Helô é só mais um rostinho bonitinho, a moça, que adora falar sobre história da moda em seu blog, já trabalhou em importantes revistas, como RG e Joyce Pascowitch. No blog, seus posts são sempre repletos de conteúdo e bem escritos. Não tem como não se encantar pela moça.

Fotos: Sanduíche de Algodão

Inspiração: Combinação improvável

Não lembro onde vi essa foto, mas sei que foi amor instantâneo. É o tipo de combinação que eu jamais imaginaria. Parando pra analisar, percebi que adoro essa estampa de toalha de mesa (não venha me dizer que não é estampa de toalha de mesa, porque É), nessa tom azul ficou ótimo. É uma peça que chama atenção. A cor da saia também chama atenção, é um amarelo meio alaranjado com toques de mostarda. Sendo longa, chama mais atenção. O que um ser humano normal faria, seria juntar qualquer uma das duas peças chamativas com outra peça básica. Indo contra qualquer expectativa, a moça da foto (que não faço ideia de quem seja) coordenou duas peças impactantes de forma tão natural, que não tem como não se apaixonar e querer copiar. A escolha dos acessórios também foi ótima.

Foto: Reprodução

P.S.: Amarelo está em alta. Vale ficar de olho.

Inspiração: Saia estampada

Vamos ao look. Saias com estampas étnicas ou gráficas estão super em alta. Produção nenhuma tinha me deixado com vontade de usar a tal tendência. Até que eu vi essa foto, saia gráfica com camisa verde militar e ankle boot pesada. A moça que estrela o look é Joanna Hillman, editora da Harper’s Bazaar US, ela já ganhou post por aqui, vale a pena conferir os looks dela, sempre impecáveis.

Foto: Reprodução

Decor: Móveis coloridos

Há um ano brigo com pai por causa de uma obra na casa dele. O cômodo em obra é o meu quarto. Resolvemos trocar TUDO. O que virou uma discussão sem fim pelos novos azulejos do banheiro, a cor das paredes, o piso, a janela nova, a porta. Com tantas trocas, fui obrigada a procurar referências.

Mudo de opinião a todo momento, já comentei algumas vezes sobre isso por aqui. Enjôo fácil das coisas. Meu pai sabe bem disso e por isso, implicava (e ainda implica) tanto com as minhas decisões, me fazendo pensar mil vezes antes de escolher alguma coisa. A pior parte, com certeza, foi o banheiro. Ele dizia que era melhor eu escolher algo neutro, eu dizia que neutro não ia ser. Queria verde. Visitamos mais de uma loja, mais de uma vez. Nada. A decisão foi deixar do jeito que estava (todo quebrado!!) até segunda ordem. Decidimos a cor das paredes. Foram pintadas. Fiquei entediada e resolvi fazer umas pinturas na parede (óh, o risco!). Virou arte abstrata (pra não dizer outra coisa). Depois de mais um tanto de briga, as paredes estão prontas e junto, o quarto todo. Mas ainda falta o principal: os móveis.

Móveis não são como tinta de parede. Não dá pra trocar a cada quinze dias (ou dá?). Portanto, tenho visitado muitos sites em busca de mais referências ainda. A pasta de inspirações é infinita. Definir o que eu realmente queria foi difícil, quase impossível. Eu só tinha uma certeza: os móveis seriam coloridos.

Existem duas coisas principais pra mim: paredes coloridas (tenho pavor de parede branca!) e os móveis. Quer mudar? Pinte uma parede. Acredito que uma parede colorida já resolve 45% da decoração de um cômodo. Como a parede já está resolvida, falta a parte mais difícil: encontrar os tais móveis coloridos, mas com cores alegres e não enjoativas, se for possível. Comecei uma busca incansável, não achava nada. Uma amiga me indicou a loja Le Modiste, em Ipanema. Pelo que vi no site, é tudo muito incrível, lindo e desejável, mas o preço me assustou um pouco. Explico: como são móveis coloridos não tenho coragem de desembolsar muito dinheiro com eles. Corro o risco de enjoar deles daqui a um ano, vou fazer o quê? Jogar fora algo caro? Não tenho coragem! Vender? Ninguém vai querer comprar uma cama amarela.

Desisti. Não da cama amarela e dos móveis coloridos, mas de comprá-los. Estou em busca de brechós com móveis antiguinhos. Daí fica mais fácil ($), é só lixar e pintar. ‘Mas vai dar um trabalhão’, eu sei que sim e adoro todo esse processo de ‘reciclagem’. Aliás, ando numa super fase de consciência com o meio-ambiente e o mundo. Depois falamos sobre isso.

Além de tudo isso que já falei, estou numa fase super importante da vida (ahaaam! ta…). Tentando resgatar parte da minha personalidade na infância. Eu era alegre, colorida, sabem? Ando muito sem graça. Quero alegrar meus dias, colocando cor em tudo quanto é quanto. A casa do meu pai é meu refúgio, meu pequeno paraíso, e não existe lugar melhor pra encher de cores. Enfim, o que eu queria mesmo era compartilhar com vocês o meu desejo por móveis coloridos e as minhas inspirações. Quando eu encontra-los, posto aqui, ok?

Fotos: Reprodução

Byrdie Bell do dia

Byrdie Bell, atriz e modelo americana, tem um estilo um tanto excêntrico, mas semana passada apareceu impecável no “The 6th Annual DKMS“, em NY.  Byrdie mesclou a saia longa em tom cítrico com a t-shirt listrada e para adicionar glamour ao look, ela complementou com um cinto largo de fivela enorme e a clutch de spikes, além de anéis grandes. Adorei a composição. Tinha tudo para ser um look básico, sem a devida elegância que o evento pede, mas os acessórios (certos!!) mudaram tudo.

Fotos: Getty Images 

Pra Inspirar: Elle Fanning

Para inspirar: Elle Fanning

Foto: Reprodução

Pra inspirar: Elle Fanning

Foto: Reprodução

A t-shirt podrinha da Ashley Tisdale

Hoje, vi um post no Achados da Bia sobre as alianças fininhas e onde encontrar,  um dos lugares era a loja Free People, que citei ontem no post da Lauren Conrad. Resolvi entrar de novo no site da loja e ver o que encontrava de bom por lá, além do short da Lauren C.

Essa semana, vi no Fashionismo, a Ashely Tisdale com uma camiseta podrinha do Motörhead, confesso que quando vi, não achei muita coisa. Não pela t-shirt em si, mas pela cor mesmo. Enfim, tava bisbilhotando a sessão de t-shirts da Free People e, para minha surpresa, encontrei a tal t-shirt do Motörhead. Fiquei pensando se a Free People tinha algum contrato com Hollywood hahah.

Fui procurar no santo Google pra ver a procedência da blusa, e… não é da Free People! São iguais (tão achando que só no Brasil tem inspired?), mas não são da mesma loja. A única diferença entre as blusas é a cor. A da Ashley é da Chaser Brand, que no momento está sem loja virtual, mas como eu disse ontem, a Free People entrega no Brasil e agora, aceita pay-pal.

Fotos: Reprodução

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