Tribo Fashion

Mês: julho, 2011

Kinky Boots

Charlie Price é um jovem que sonha em ir para longe de Northampton, lugar onde foi criado e onde sua família é dona de uma fábrica de sapatos há gerações. No dia em que sua noiva acha um apartamento longe dali, Charlie recebe um telefonema, seu pai acabara de falecer. Ele se vê na obrigação de administrar a fábrica, mesmo não entendendo do negócio e não querendo continuar o trabalho de gerações. Price descobre que a empresa está indo a falência e se vê obrigado a demitir 15 funcionários da fábrica. A última a ser demitida, Lauren, o questiona e o alerta sobre a importância de um “nicho de mercado”. Coincidentemente, horas depois, Charlie tenta salvar uma garota, não consegue, é atingido por algo e acorda em um camarim, com Lola ao seu lado, uma drag queen que reclama da dificuldade em usar sapatos femininos. O desenrolar do filme é hilário e nos ensina muito, sobre administração, foco, decisões e tudo o que há de importante para um futuro promissor.

Imagem: Reprodução

Definiro seu “nicho” é definir a imagem de uma marca e foi justamente por aí que conheci o filme, no workshop de Branding com Carol Garcia. Além de ser uma aula rápida sobre administração é um prato cheio para os apaixonados por muito glitter e o universo das drag queens. Vale muito à pena assistir!

 

Essa semana fui ao cinema assistir Meia-Noite em Paris, do Woody Allen. A trama é excelente, um roteirista (Gil) que viaja à Paris com sua noiva (Inez) (dãã) e os pais dela. Ele está escrevendo um romance e acredita que Paris seja o lugar perfeito para se morar, seu sonho era morar na Paris dos anos 20. Logo no começo da viagem, Inez encontra um casal de amigos, Carol e Paul, dois intelectuais. Inez foi apaixonada por Paul ainda na faculdade e agora ele está em Paris para estudar na conceituada Sorbonne. Gil não tem muita paciência para Paul e em uma noite, resolve sair sozinho, se perde e acaba sendo “levado” direto para os anos 20, o filme se desenrola a partir daí.

Com excelente filmagem, a impressão que temos é de estar caminhando pelas ruas de Paris, trilha sonora brilhante e figurino melhor ainda. A figurinista Sonia Grande me fez babar com todas as roupas do elenco “anos 20”, é uma aula de moda.

Woody prega, nesse filme, que a arte foi feita para ser experimentada e sendo assim, deixa a todos estarrecidos com tamanha perfeição. Um dos melhores filmes que já vi (e olha que eu vejo muito filme). Vale conferir!!!

Paco Rabanne – Exposição

Recentemente, recebi um e-mail com um convite para o coquetel da exposição do estilista Paco Rabanne, no Fashion Mall. Confesso que nunca dei muita importância ao estilista, mas curiosa que sou, fui. O coquetel foi na terça-feira, 19, às 20hrs.

Ao entrar na exposição recebi uma espécie de folder com informações sobre o estilista, e como pouco sei sobre ele, o post sairá desse “folder”, ok?

“Desde a primeira apresentação de sua coleção em Paris, em 1966, Paco Rabanne impõe um estilo fora de qualquer norma provocando um choque de espíritos. (…) as modelos vestidas com materiais rígidos unidos com argolas desfilam com os pés descalços (…). As reações são imediatas, o mundo da moda está dividido.”

Paco sofreu com a falta de dinheiro, com a morte de seu pai e uma guerra civil, ainda na infância. A família se refugiou França e o jovem é fortemente influenciado pela mãe, costureira-chefe da Maison Balenciaga. Para financiar seus estudos de arquitetura na Escola de Belas Artes, em Paris, Rabanne começou a vender croquis e acessórios para nomes como Balenciaga, Pierre Cardin, Nina Ricci, Givenchy e outros. E foi assim, que ele largou a arquitetura e entrou de vez para o mundo da moda nos anos 60.

Paco ousou ao produzir vestidos feitos de metais, buscando inovações a todo momento e foi isso que vimos em sua exposição. Porém, só tinham três vestidos expostos e mais algumas fotos, poderiam ter “caprichado” mais.

Junto com o “folder”, recebi uma miniatura do perfume Lady Million e outra do 1 Million (versão masculina). Sinceramente, não sei descrever perfumes, mas o Lady Million me lembra champagne doce, muito doce. Uma amiga minha que gosta de perfumes doces, adorou, eu não gosto MESMO. Já o 1 Million é um masculino meio gay (sem o MENOR preconceito), deixe-me explicar, não é o tipo de perfume que exala masculinidade, é adocicado também. Enfim, isso aqui não ta dando certo, né? hahah vou colocar a resenha da Sack’s.

Lady Million:

Uma aventura apaixonante iniciada com 1 Million, desse dandy sedutor. Agora, o seu alter ego avança em direção a ele. Uma jovem mulher envolvente, radiosa, de fragilidade aparente mas possuidora de um caráter incrivelmente sensual e fogoso. Em conformidade com a sua fragrância e com o diamante, esta Lady Million possui múltiplas facetas. Uma nota de cabeça floral e fresca, à qual sucede, numa alquimia misteriosa, um corpo encantador, poderoso e amadeirado.

Ultra-feminina, determinada e extremamente audaciosa, a mulher Lady Million impõe-se com naturalidade e humor. Ela brilha com uma força que assenta na sua independência e inteligência. Gosta de gozar a vida, responde aos excessos do seu companheiro 1 Million com um toque de glamour temperado com irrealismo. Complexa à imagem da feminilidade, a nossa Lady possui um carácter pleno de contrastes.

Vibrante e sensual, Lady Million é um aroma floral amadeirado fresco como um néctar de flores voluptuoso de rastro delicado e, no entanto, muito presente. O fulgor da laranja amarga enfeitada com um toque de framboesa revela o primeiro sopro. Segue-se um toque de neroli suave e resplandecente, mas a arma fatal revela-se inebriante com a flor de laranjeira. Evolui para a sutileza do jasmim sambac acentuado com gardênia. O patchouli entra então em cena para repousar numa suavidade dependente e extremamente tentadora, o mel. O rasto do âmbar torna-se envolvente. Forma-se em volta da beleza da mulher, revolteia e modifica-se a cada movimento do ar, oferecendo as suas mais belas facetas, como um jogo de luz sobre um diamante.

 

 

 

1 Million: 

Paco Rabanne apresenta seu mais novo perfume, com uma fragrância para os homens sedutores e modernos. Refrescante e sensual, com notas especiadas e brilhante como o ouro! A arma deste novo sedutor se chama 1 Million.

O frasco na forma de um lingote de ouro possui o nome da fragrância impresso com o mesmo estilo de tipografia dos tempos do Velho Oeste, representando poder, prosperidade, luxo e durabilidade. Segundo seu criador, em todas as civilizações e religiões, o ouro sempre seduziu as pessoas. Objeto do desejo supremo, este lingote abriga um jogo atrevido de notas olfativas, abrindo a fragrância com notas frutadas e picantes.

As notas de cabeça iniciam com o frescor do pomelo, da menta picante e da mandarina, passando pelo coração que traz uma intensidade rara, composta de rosas, canela e acordes condimentados. Um contraste que mescla sensualidade refinada e virilidade afirmada. A composição se fecha com o toque do couro aveludado, madeiras brancas, âmbar e patchouli da Indonésia.

 

 Falando mais um pouquinho sobre a exposição, a DJ era excelente!!!!
(é, a qualidade das fotos não está das melhores, perdoem. tudo culpa do iPhone)
A entrada da exposição:
Fotos: A péssima aspirante a fotógrafa, Alexia Chlamtac, eu mesma.
Bom, eu sou lerda e achei que a exposição fosse durar mais, mas só vai até amanhã, 31. Podem me xingar e me bater, eu deixo, tô merecendo mesmo.

Paraíso

Lembro-me de estar na sala de imprensa depois do desfile da Espaço Fashion e ouvir mais de uma pessoa falando que a coleção não estava legal, as cores eram muito escuras, que não estava bonita. Confesso que nem tive curiosidade em ver como estava, o cansaço não me permitia fazer nada. Enfim, recentemente recebi um e-mail, com fotos da coleção verão 2012 (tecnicamente, a que foi desfilada no Fashion Rio) e confesso, fiquei surpresa mais uma vez (a primeira foi aqui).

A coleção Paraíso foi inspirada na natureza, na busca de novas experiências, em rituais holísticos, em um universo zen. Isso explica a quantidade de tons terrosos. O que me impressionou na coleção não foi a “falta” de coloridos e sim a ausência, ao primeiro olhar, de tendências. Sim, tudo aquilo que vimos aos quilos nas passarelas, sendo repetido inúmeras vezes, pouco apareceu na Espaço Fashion. Olhando rápido você não nota, tem que analisar e procurar. Se isso é ruim? Eu achei maravilhoso, não tem nada escancarado e criou uma certa “identidade” a marca.

Achei incrível essa saia de couro metalizado e plissado

 Amei toda a composição da terceira foto.

Esse vestido do meio ganhou meu coração com força!

Fotos: Divulgação

A coleção poderia ter mais “informação” de moda? Creio que sim, mas não é uma loja de fast-fashion que precise fazer 15 mil releituras de todas as tendências e possíveis tendências, então, ta valendo. Só acho que para ser inspirada na natureza, a cartela de cores poderia contar com mais verdes, azuis, coloridos e ser mais fluida, ficou muito pesada para o propósito, um tanto quanto urbana demais.  Tirando isso, está linda. Tentei escolher três composições pro post, sofri e acabei ficando com nove, hihi.

A coleção chegou dia 19 nas lojas da Barra, Rio de Janeiro, pouco a pouco vai chegando em outros pontos do país, até dia 04 de agosto todas as lojas estarão abastecidas, é só esperar, correr e comprar!

Agenda de Lançamento:

19/07 – Lojas da Barra

21/07 – Restante das lojas do Rio

26/07 – Belo Horizonte e São Paulo

28/07 – Ribeirão Preto

04/08 – Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Brasilia

Amy Winehouse R.I.P.

 Faleceu ontem a cantora Amy Winehouse,  aos 27 anos, em seu apartamento (e disso,  todos já sabem). Falar o quão importante  ela foi no cenário musical, é estúpido.  Independente do estilo preferido, todos  idolatravam Amy.

A menina judia criada no subúrbio de  Londres ao som de muito Jazz, fez história  apesar de sua carreira meteórica. O sucesso  só chegou (de vez) com o lançamento de seu  segundo albúm “Back to Black”, em 2006,  mas em 2007 ela já estava cancelando  shows devido ao seu relacionamento com  as drogas. O sucesso poderia ter sido muito  maior, porém o pouco tempo foi suficiente  para transforma-la em ícone de uma geração.

Além da música, Amy fez sucesso com seu estilo “vintage-modernoso”. A cantora era coberta de referências dos anos 50 e 60, sem perder o toque pessoal. A jovem abusava de modelitos curtos, justos e decotados, recorrentes do estilo pin-up, em shows e red carpets.

Fora de shows e red carpets, Amy não usava (ou pouco usava) sapatos com salto alto, era comum o uso de sapatilhas de ballet, se tornando assim, outra marca de seu estilo. No dia-a-dia, a cantora era básica, usava muitas calças e shorts jeans com camisetas básicas em tons frios.

 

Seu cabelo era uma referência óbvia à atriz Brigitte Bardot porém, sua raiz era consideravelmente mais alta que a de B.B. Muitos adoravam seu penteado, outros diziam parecer um mafuá, coisa de gente suja, o fato é que se fez notável (eu sou do grupo que adora, ta?) e já entrou para a história. Além de sua raiz altíssima, Amy costumava adicionar flores e laços ao penteado, um charme a mais.

 

E não poderia deixar de citar o delineador da mocinha. Amy lembrou a todas o quão charmoso era o esquecido delineador, virou a rainha do olho gatinho (exagerado). A cantora abusava do produto e o resto da maquiagem era “limpa”, com pouca exorbitância, batom claro (com leve iluminância) e blush queimado (talvez um bronzer usado como blush) bem de leve.

(Assim que bati o olho na terceira foto, lembrei desse post do Modices, não é a mesma coisa, mas me lembrou. E pra quem ainda não viu o vídeo, eu dou as caras por lá -de batom azul)

Já nessa terceira foto dá pra ver como era um traço bem grosso e quase reto, creio que dê para fazer com sombra preta umidecida ou sombra em gel, além do delineador, é claro hehe.

Amy Winehouse marcou nossas vidas de diversas formas, seja por seu estilo irreverente e extremamente marcante, pela música que deixava qualquer um de alma arrepiada ou por sua irresponsabilidade com sua própria vida. Jamais esqueceremos o fenômeno que ela foi! R.I.P., Amy!

 

Pop Blue

Faz algum (muito!) tempo que falei sobre a nova coleção da Yes! Cosmetics. Estava louca para testar e poder contar para vocês qual o meu parecer sobre! Porém, eu tenho uma séria dificuldade em achar os produtos da marca (todo mundo acha, menos eu hehe). Enfim, hoje foi um dia como outro qualquer (tirando o fato que acordei às 9hrs nas férias, o que significa que acordei de madrugada… tudo pelos amigos hehe), no meio da tarde saí para trabalhar, passei cerca de duas horas fora de casa e quando cheguei, me joguei na cama e apaguei, parecia que tinha passado um trator por mim. Minha mãe chegou do trabalho acendendo a luz na minha cara, tagarelando sem falar (ôh mulher que fala, cruz credo!) e me entregou um envelope da Yes!, aí né? Quem estava morta, à beira da morte, acordou rapidinho, hehe. Quando abri tinha uma sombra lá dentro: azul!

Primeira reação: morrer de felicidade. Essa semana cheguei a terrível conclusão que tenho 6 bases, uns 6 blushs e DUAS sombras, pra completar o meu drama, as duas são verdes e na mesma tonalidade hahaha. Quando vi que era uma sombra e que NÃO era verde, fiquei realmente muito feliz.

Abri com muito cuidado (sou meio desastrada, leve tendência a quebrar tudo) e quando levantei a tampa, empurrei até o final e a sombra levantou junto, pensei: “PRONTO, já quebrei”, que nada! Ali embaixo tem um mini-espelho escondido. Achei ótimo. É um saco você ter que retocar maquiagem em algum lugar que não tem espelho e a sombra também não, então você tem que segurar mil coisas e ainda aplicar o “produto”.

 

Fotos: Alexia Chlamtac, prazer/todas as fotos aumentam ao clicar em cima.

A sombra é bastante pigmentada (na foto ela está um pouco esfumada) e possui brilhos discretos, acredito que esses brilhos passem um ar de iluminação. A fixação eu não posso afirmar com muita propriedade ser boa ou não, maaaas o meu dedo e pulso ficaram pigmentados por um bom tempo haha. A pálpebra tem uma oleosidade diferente do pulso e do dedo, mas já serve pra ter uma ideia, né? hahaha

Eu não sei explicar ao certo que azul é esse, acho que é azul iTunes (oi?) e graças aos brilhos me faz pensar em galáxia, universo #viajando. Estou louca para testar!!!

Ah, outra coisa que achei bem interessante é que a embalagem tem “trava”, mas também não é dura de abrir, mais um ponto haha.

Esse é o segundo produto que recebo da Yes! (o primeiro está aqui)e tô gostando muito dos produtos, porque além de ter uma boa qualidade, o preço é bem digno. Acho que vale muito à pena adquirir os produtos da marca, o único “defeito” pra mim é vir pouco produto kkkk, mas mesmo assim, não chega a ser um defeito, certo? Dá pra usar muitas e muitas vezes e ninguém usa sombra azul no dia-a-dia, mas para cores mais comuns, acho que seria ruim.

Preço: R$17,90

Festival de música!

2011. Ano da décima edição do Rock in Rio, que será comemorado com a volta do festival à cidade. Não só de rock ‘n roll é feito um festival de música. Todas as mocinhas fashionistas já começaram a pensar em seus figurinos para o evento.

O número de festivais musicais anda crescendo no Brasil: SWU, Natura Nós, Planeta Terra, Planeta Atlântida e esse ano, o Rock in Rio (se tiver mais algum festival, comentem, só lembrei desses). Eu confesso que esse tipo de evento me inspira no dia-a-dia. A moda nos festivais nacionais é pouco comentada, e com isso, acho que acabamos tendo poucas referências tupiniquins para os nossos festivais. Além disso, não é algo que estamos muito acostumados.

Então, lá venho eu com mais um dos meus “manuais”:

Todo mundo diz: camiseta podrinha/engraçada/de banda de rock + short jeans + blusa xadrez de manga comprida + coturno = combo perfeito. Oh, droga, estaremos todos uniformizados em todos os festivais do país.

Pensei nas variações para esse combo:

Blusas engraçadas realmente são bem interessantes para o tipo de evento, mas acredito que QUALQUER blusa de malha molenga faça o serviço muito bem, o que importa é o conforto acima de tudo, afinal, você estará sofrendo naquele vuco-vuco.

O short jeans (que segundo as regras deve ser com pedacinho de bolso pra fora e cara de detonado): Eu adoro short jeans, mas acredito que para tantas horas, não seja tão legal assim, pode acabar ficando desconfortável. Porém, o que mais me preocupa são as variações de tempo, digamos que tá aquele solzão quando você sai de casa e no meio do show que você mais queria ver começa a chover muito. Alguém aí já pegou chuva com short jeans? Eu já! Garanto a vocês que não é nem um pouco agradável. O jeans tende a reter muito água e o short fica pesaaado e começa a escorregar pra baixo e não subir mais. Então, acho que outros tecidos mesmo que sejam menos “rock ‘n roll”, podem ser mais úteis, lembrando que deve-se ter cuidado para o short não ser fino e claro (ninguém quer pagar calcinha) e não ser um tecido “chic”, pois pode acabar danificado e não combina muito com o ambiente. E se você colocar um short colorido, com certeza vai fugir daquela galera uniformizada.

A blusa xadrez de manga comprida fazendo referência ao senhor Kurt Cobain: se você estiver com uma bolsa grande, talvez dê pra carrega-la ali dentro, caso contrário, pode ser só mais uma coisa para atrapalhar a sua vida. “Ôh, Alexia, e se fizer frio?”, então, peças meia-estação podem ser uma boa pedida, a variação de temperatura aqui no Rio não costuma ser tããão grande assim. E um bom lenço, pode ser bem útil, durante o Sol escaldante, ele pode segurar o seu cabelo ou enfeitar sua bolsa, à noite pode servir de cachecol, pashmina ou como você achar melhor.

Coturno: eu entendo que é um festival de rock (ou deveria ser), mas não é por isso que você tem que ir a caráter, né? Repito o assunto de um post passado: tenha estilo próprio. Se você optar por qualquer tipo de bota, lembre-se: se for cano alto (da metade da canela pra cima), você corre sérios riscos de chegar ao final do dia sem pernas, já que elas podem derreter no meio do caminho. Tenha certeza que é de um couro mole, para não te machucar no meio do caminho. Assegure-se de que não tenha salto alto e que seja leve. Quanto menos cansativo for, melhor.

Perigo: Saia!!! Meu amor, na hora em que começar o vuco-vuco, pessoas pulando o tempo inteiro, você VAI com a bunda de fora. O mesmo vale para vestido. “Alexia, saia longa pode?” Poder pode tudo hahaha, mas pense, vai que alguém pisa sem querer na sua saia e você tenta pular ou sua saia vai rasgar ou você vai levar um belo tombo, além disso, se tiver chovendo e com lama, sua saia ficará imunda e pesada. Midi talvez seja um bom comprimento haha

Fugir: Sapatilha e rasteirinhas- mais uma vez a lama é perigosa e tenha certeza que muitas pessoas irão esmagar seus pés de fada, deixe-os cobertos. Salto alto – seu salto vai afundar na lama, você estará indo para um festival de música. De verdade, não vai ser nada legal.

Bolsas: Evite levar todas as tranqueiras que você carrega no dia-a-dia, quanto menos peso, melhor. Leve apenas o necessário (eu sei como é complicado), pense que uma bolsa pesada vai te deixar cansada. Alças muito compridas também cansam quando têm muito peso, pelo menos, eu acho. Bolsas de tecido podem ser ruins, caso chova, as impermeáveis/couro são boa opção.

Enfim, com toda essa fofoca a marca carioca Farm lançou uma coleção toda inspirada em festivais a “Eu quero festival”. Hoje eu fui até a loja de Ipanema conferir a coleção, mas era TANTA gente que não consegui ver muita coisa.

A qualidade das fotos não está das melhores porque foram feitas a partir do iPhone, assim que eu voltar lá, faço fotos melhores, ok?

Rapidinha: Luis Bicalho

Enquanto não penso em ninguém interessante para entrevistar aqui pro blog (aceito sugestões), vou postando lentamente as rapidinhas do Fashion Business. O escolhido de hoje é o maquiador Luis Bicalho.

Luis nos atendeu enquanto maquiava uma das modelos para o próximo desfile (que no momento não lembro qual era), pensando nessas coisas vejo quão inútil eu sou, porque não consigo falar enquanto estou me maquiando, imagina dar entrevista para várias pessoas enquanto maquia uma modelo. É muita habilidade! kkkk

Enfim, chega de blablablá, vamos ao que interessa:

Tribo Fashion: Corretivo preferido

Luis Bicalho: Kryolan e Make-up 4 ever (todos os maquiadores tinham as famosas palettes de corretivos das duas marcas) 

TF: Dica de beleza que seja atemporal

LB: Cílios muito curvados.

TF:  Aposta de penteado

LB: Eu gosto e tenho visto muito tranças bagunçadas.

 

 

 

Foto: Alexia Chlamtac

Entrevista: Mateus Habib e Alexia Chlamtac

 

Burgundy Lips

Adeus, Ruby Woo! Todos anunciam a queda do batom vermelho e anunciam a coroação do batom vinho. A nova tendência. Blablablá. Não quero repetir pela milésima vez o assunto que, para mim, já está esgotado. Vamos fazer diferente? Ver fotos.

Fotos: Reprodução

A banalização de tendências

Como adaptar tudo aquilo que vemos em blogs sem cair no “igual”? Qual o problema das tendências? Por que as tendências acabam incomodando as pessoas? Qual a culpa dos blogs nisso tudo? Continue lendo e você descobrirá (fuén, odeio textos que dizem isso, kkkk).

Há uns cinco/seis anos atrás, meninas desocupadas (é mentira, ta gente?) com uma paixão inconscientemente comum, a moda, criaram blogs para compartilhar a sua paixão com outras pessoas ou só por diversão mesmo. Hoje, atingiram um patamar de sucesso graças a essa “brincadeira” inicial.  Por serem “pioneiras” e competentes. Hoje em dia, o número de blogs de moda sai do controle (você está lendo um agora mesmo) e por consequencia, a qualidade cai. Porém, isso não é suficiente para propagar em grande escala única coisa que interessa: informação. Seja de forma torta, seja com um texto ruim, má produção ou foto de baixa qualidade, sempre tem uma informação de moda ali por trás.

A informação foi democratizada. Primeiro com as revistas de moda, que talvez não caibam no orçamento de famílias com renda mais baixa porém, acessar um blog é possível. E aí começa, porque se você lê um blog vai ler outro e outro e muitos outros. E resolve criar o seu próprio blog para partilhar e organizar os seus conhecimentos. A internet democratiza a informação, as tendências. Você pode gastar mais de R$100,00 em uma única revista internacional (de moda), sendo que uma mensalidade de internet pode sair pela metade desse preço e você pode acessar milhares de blogs internacionais de moda, de cantos diferentes do mundo, com estilos diferentes. Vale muito mais a pena, certo? O único problema é que geralmente, não são pessoas formadas, com preparo para  opiniões mais “sérias”. Portanto, revistas ainda são mais recomendadas quando alguém procura uma opinião mais crítica e menos pessoal.

Com essa democratização de informações, um maior número de pessoas adere as tais tendências nomeadas pelas blogueiras como “tem-que-ter”, “must-have” ou qualquer outro sinônimo “ditador”. Com isso, as pessoas acham que o certo é usar a “calça skinny vermelha” ou a “saia longa de oncinha” ou então “vermelho + oncinha”, e que variações são erradas. O que acontece? Você chega em um Fashion Rio da vida e 9 entre cada 10 garotas estão usando vermelho  ou oncinha, parecendo estarem todas uniformizadas: o exército das leitoras de blogs. Sou contra a democratização de informação? A velocidade como as coisas chegam? De maneira alguma, sou super a favor porém, me incomoda ver todo mundo igualzinho, sabem!? Ultimamente, ando preferindo errar do que acertar estando uniformizada. Pensem no blazer rosa pink da Chiara Ferragni (The Blonde Salad), comprado na Zara e que todas as blogueiras nacionais querem. Começa por aí: a maioria das blogueiras nacionais (não são todas, que fique claro), copiam Chiaras e Andys e Bettys da blogosfera internacional. Entendo que seja uma questão cultural, não temos o hábito de ousar (e ousar não é sair com bunda de fora), os olhares na rua são muitos, encarar tudo isso não é para qualquer uma. As informações deixaram de ser adaptadas e passaram a ser copiadas. Tendências são informações visuais, aquilo que você deve adequar ao seu estilo pessoal e não imitar. Ok, você gostar de determinada peça, mas quando vejo 10 pessoas querendo comprar a mesma peça, fico com um pé atrás. Principalmente, quando a pessoa compra porque tal pessoa usa e aproveita para copiar todo o modelito, por que não ajustar ao seu estilo pessoal?

As tendências são banalizadas por não sofrerem ajustes, apenas transportes (de um corpo para o outro). Quando as pessoas passarem a ver > interpretar > usar, tudo melhorará. Até lá, que venha a enxurrada de turbantes.

Turbantes: Defendendo a “classe”

Dessa vez serei breve, nada de post longo.

Algo pipoca em minha timeline nos últimos dois dias: “turbantes serão tendência”, “vejo todo mundo usando turbantes em uma semana”, graças a nova novela das 23hrs, O Astro. Mas peraí, turbantes já são “tendência” há mais tempo. Talvez não seja assim uma tendência, é uma questão um pouco maior, é o tal do ciganismo, é estilo pessoal, . Não  é querer ser “diferente” ou chamar atenção, é se identificar com aquilo, podendo me arriscar a dizer que é algo que vem  de dentro (profundo kk).

Colocar um turbante na cabeça e sair por aí é questão, também, de atitude. Antes de aderir a uma “tendência”, pergunte-se: “Tem a ver com o meu estilo pessoal?”, caso não tenha, esqueça. Usar turbante ou qualquer outra aposta da moda só porque todos usam, é falta de personalidade e isso não é bonito. Assim como as calças vermelhas e a oncinha foram banalizadas, o Color Blocking está sendo e daqui um mês, os turbantes.

Colocar um turbante na cabeça é tão simples quanto colocar uma camiseta branca, a questão é: tem significado pra você ou você só está colocando por colocar? Usar o que tem significado para você é muito mais interessante do que copiar literalmente o que o blog “b” ou “c” está dizendo.

Quando penso em turbantes, penso logo em duas pessoas cheias de estilo que vivem usando: Jana Rosa (It MTV) e Dudu Bertholini (Neon), usam há anos, faz parte do estilo pessoal deles, mais do que isso até, faz parte da identidade deles. Ache a sua identidade e abuse disso, não abuse do que aparece na novela ou no blog.

Pela não banalização das tendências!