Tribo Fashion

Mês: agosto, 2011

O caso Zara: toda a ilusão em torno do trabalho escravo

(atraso habitual)

Há cerca de uma semana, surgiu uma confusão em torno da gigante espanhola Zara, acusada de ter suas peças produzidas através de trabalho escravo. Dúzias de pessoas reclamavam no twitter, umas alegando ser absurdo uma marca tão importante fazendo uso de tal método ilegal, outras diziam amar a loja, mas que com tal atitude jamais voltariam a comprar lá. O problema em si não era o trabalho escravo e sim quem estava fabricando peças a partir de tal.

A marca é querida de fashionistas, seja por sua agilidade em copiar tendências das grandes maisons, seja pelo seu preço. Caso fosse uma marca de menor impacto, a confusão não seria tamanha. Pouco tempo após descobrirem os trabalhos ilegais nas oficinas de fornecedores da Zara, surgiram suspeitas em torno de outras 35 marcas, inclusive a Brooksfield. Se alguém comenta sobre a Brooksfield? Ninguém. Apesar de ter preços mais altos que a Zara, possui importância minúscula. Pouco importa o trabalho escravo, a preocupação das pessoas está apenas no nome. As Lojas Marisa também já foram alvo de suspeita, mas o estrondo foi menor, pelo mesmo motivo, a importância. Me incomoda ver que pessoas esclarecidas, acreditavam (ou ainda acreditam) que esse tipo de trabalho não existisse mais, é terrível sim pensar que um método (falsamente) extinto nos séculos XIII e XIX, ainda persista, mas é a realidade do capitalismo. As peças são produzidas em larga escala, o tecido é mais ou menos, o acabamento também é mais ou menos, o preço é ótimo, não é viável manter preços tão baixos pagando costureiras(os) dignamente. Empresa nenhuma, ou quase nenhuma, diminuirá seu lucro para pagar de forma honesta seus trabalhadores. Hoje em dia, a maior parte da produção mundial fica localizada em países asiáticos, devido ao baixo custo da mão de obra, recebem, em alguns casos, menos de US$1,00/dia para trabalhar mais de 12 horas/dia. Repito, faz parte do capitalismo. Outras gigantes que já foram suspeitas de trabalho escravo? Sony, Dell, HP, Apple (sim, a Apple, e nem por isso vou varejar meu MacBook ou meu iPhone pela janela, continuo aqui, apaixonada cada dia mais pela empresa), Nintendo, Nike, a lista é enorme. Imaginem a Forever XXI, a H&M ou a Primark, as duas primeiras são típicas de blogueiras de moda, COMO seria possível manter peças à US$2,00, com uma qualidade ótima para o preço (vamos combinar que só pano de chão tem qualidade boa no Brasil por esse preço), mantendo seus funcionários com salários decentes? Não tem como (não existem dados que comprovem, é uma suposição minha)!!! Não vou dizer que todas as peças são produzidas em países subdesenvolvidos, tenho peças da Zara produzidas na Espanha e peças da Forever XXI produzidas nos Estados Unidos. Além disso, as peças não são produzidas em um único país.

Na última edição do Fashion Business,fiz uma pergunta à Costanza Pascolato, e em sua resposta ela contou sobre uma história que havia lido há pouco tempo em um jornal de Londres: uma mulher estava andando por determinada rua em Londres. Bem vestida, local, carregando sacolas lotadas de roupas de fast-fashion, quando de repente, começou a chover e chover muito, as sacolas derreteram e toda a roupa caiu no chão, ao invés de voltar e pegar suas roupas caídas, ela continuou andando, o dinheiro que ela gastaria para recuperar aquelas roupas não valia o que ela gastou comprando-as. Alguém realmente acredita que roupas que não merecem nem ser recuperadas após uma chuva forte, são produzidas por trabalhadores não-escravizados?

É bonito demonstrar revolta, deve ser fashion ser falsamente ativista ou algo no gênero. Por pior que pareça, não vou deixar de comprar na Zara por trabalho escravo, não é a única, porque se eu parar de comprar na Zara, vou parar de comprar na Forever XXI, na H&M, na Apple (essa é a que mais dói), não vou comprar em loja nenhuma que faça uso desse tipo de abuso. Se sou a favor? Não, de jeito nenhum! Mas “entendo”, mesmo não concordando, a posição das marcas e como esses meios acabam sendo mais rápidos e benéficos para elas.  Trabalho escravo existe, sim, e não é falando mal da Zara (e continuar comprando escondido) que vai resolver o problema!

Perdoem a falta de sentido e a confusão do texto. A primeira “versão” estava linda e maravilhosa, até que acabou a abateria do celular e eu perdi o texto. A segunda não chegou nem aos pés, mas já deu pra ilustrar a minha opinião.

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Workshop: Construção de Marca de Moda

E lá venho eu, mais uma vez, falar de workshops por aqui (todo mundo ficando inteligente). O Instituto Rio Moda irá realizar um workshop  facilitado por André Carvalhal, marketing da FARM, no dia 10 de setembro, das 9 às 18hrs, na ESPM.

Há alguns meses, comentei aqui sobre o workshop de Branding, com Carol Garcia. Esse será um dos assuntos trabalhados no workshop, como construir a identidade e a imagem de uma marca. Além de ferramentas de marketing e o entendimento do sucesso de uma marca de moda, a partir do marketing.

André é um profissional extremamente capacitado, tendo se formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Jornalismo, com pós-graduação em Gestão de Marketing Digital. Já tendo passado pelas agências Publicis Salles Norton, Salles Chemistri, JWT e RMG Connect, estando há três anos e meio à frente do marketing da FARM, fazendo um excelente trabalho.

Para mais informações, tem o site do IRM e telefone: (21) 2523-9975

 

Para comprar: SP

Corre que ainda dá tempo! Hoje, começa, em São Paulo, um bazar com roupas, acessórios, móveis e objetos das décadas de 40 a 80, com peças raras e de grandes nomes como Chanel, YSL, Markito e outras. Com foco maior para maiôs e lingeries dos anos 40 aos anos 80.

Todas as peças fazem parte do grande acervo de Nilva Campedelli, resultado de 20 anos de pesquisa, que já foi fornecedora dos brechós Túnel do Tempo e Universo em Desfile. O bazar acontecerá esse fim de semana, no Espaço Concreto, na Vila Madalena!

Rua Fradique Coutinho, 1209 – Vila Madalena

Hoje, começou às 19hrs, amanhã e domingo, ao meio-dia.

O bazar conta também com um lounge com drinks, café, comida vegetariana e música.

Não aceita cheques.

Cartões de crédito e débito: Visa, Mastercard e Diners.

Parcelamento acima de R$400,00 em 2x.

Bora gastar!!!

Tentando manter o picumã no lugar

Hoje, fui comprar meu shampoo e aí me veio a ideia de escrever um post com os poucos produtos que uso no meu cabelo, mas que mantêm a saúde do próprio.

Não sou dessas que vão ao salão mensalmente fazer hidratação e que mantém fazendo hidratação semanal em casa. Desculpaê, mas eu não tenho paciência pra essas coisas. Achar um produto bom que seja bom para o seu cabelo é complicado. Acredito que o primeiro passo seja consultar o seu cabeleireiro, e procure um cabeleireiro bom, que irá recomendar o produto certo para o seu tipo de cabelo. Porque ele pode ser oleoso-ressecado, fio fino, fio grosso, tingido, com química, são muitos fatores a serem analisados antes de comprar um simples shampoo. “Mas Alexia, ta faltando dinheiro e shampoos bons costumam ser caros…”, eu tenho um shampoo baratinho guardado no meu banheiro: Johnson’s Baby. O problema é: eu gasto metade de uma embalagem por banho. Momento cálculo: você pode comprar um bom shampoo por R$70,00 ( o meu dura SEIS meses), o que dá mais ou menos R$12,00 por mês. Usando um shampoo de farmácia eu gasto consideravelmente mais, então, acho que vale a pena desembolsar um pouquito a mais com um shampoo bom. Além de durar mais, o seu cabelo ficará mais bonito, hidratado, etc e tal.

O Sebastian Penetrait foi o primeiro shampoo decente que eu comecei a usar, já faz alguns anos que uso ele. De vez em quando, arrumo um amante aqui outro acolá, mas sempre acabo voltando pra ele, sabem como é o amor, né? Já usei Sensciense e achei uó, Bed Head idem (e tinha um cheiro de abacaxi que não me matou por pouco). Em janeiro, me rendi ao Moroccanoil, excelente! Porém, continuo casada com o Sebastian Penetrait, talvez eu peça divórcio daqui uns anos, mas por enquanto, ele é imbativel.

O condicionador Sebastian Penetrait também é incrível e bastante hidratante, alterno entre ele o Moroccanoil, tem dias que é um, tem dias que é o outro, sem coerência ou regras. Deixo um pouquinho no cabelo, pra agir melhor. Ambos deixam o cabelo mais macio e hidratado (dãã).

Eu estava (assim mesmo, no passado, porque acabou e não comprei de novo) usando a máscara hidratante de tampa laranja da Moroccanoil, confesso que esperava mais (bem mais), mas não é ruim -de forma alguma-, o problema é que como o meu cabelo é muito ressecado (o bichinho já sofreu e muito), eu deveria ter comprado a de tampa marrom que hidrata mais profundamente. A laranja mantém, a marrom hidratada até a alma, entendem? Enfim, no momento meu cabelo está sobrevivendo sem máscara hidratante nenhuma (coitado!). O leave-in é excelente, mas deve-se passar em pouca quantidade, senão pesa, fica tudo grudado, uó. Além disso, independente da marca, é muito importante ter um leave-in em casa para passar após sair do banho, pois protege os fios dos danos externos (poeira, fumaça, poluição, maresia, sol, vento, frio e mais uma infinidade de coisas), protegendo os fios você ajuda a sua hidratação a durar um pouco mais e seus fios ficarem ainda mais bonitos. O terceiro produto é novidade pra mim e ainda não me adaptei perfeitamente bem, mas já notei uma diferença enorme, meu cabelo anda na altura do ombro e liso escorrido, acabo achando muito sem graça, sem bossa, então estava atrás de algo que deixasse o bichinho mais interessante, entrei no salão perguntei o que poderia me ajudar e me recomendaram essa pomada. Mudou bastante, mas ainda não ficou com o efeito que eu quero, é mais sutil e o que eu quero é mais bagunçado (próxima tentativa: secar o cabelo dentro do liquidificador kkkkkk).

Enfim, meu cabelo não é interessante, muito menos inovador, mas tem o principal: hidratação. Com esse post, não quis dizer que todas devem usar esses produtos aí em cima, de jeito maneira, mas que seu cabelo merece um investimento, afinal ele está ali emoldurando o seu rosto, celulite pode passar despercebido, estria, bunda, gordurinha localizada, tudo, mas o seu rosto é seu cartão de visitas, então, é importante cuidar de tudo o que fica ali por perto. Voltando, converse com um cabeleireiro de confiança, invista num bom profissional, com boas recomendações, pergunte o que é melhor para o seu cabelo, para o seu tipo de fio, etc. Garanta a saúde do bichinho. E lembre-se quem pinta o cabelo, faz luzes, mechas, ombré, o que for, precisa hidratar ainda mais, quem nada também. Todas correndo já para conversar com o cabeleireiro!

Styling

Se tem uma coisa que ando curtindo é o tal do styling. Era uma coisa que nunca tinha considerado na minha vida, já estava decidida a fazer jornalismo com especialização em moda, mas confesso que ando confusa no momento.
O culpado disso tudo é o Instituto Rio Moda, que tem os melhores workshops de moda (e tudo o que é relacionado) da cidade. Foi lá que fiz o workshop de construção de imagem com Dudu Bertholini. Dali pra frente minha vida mudou, milhares de dúvidas surgiram em minha cabeça e isso é o que eu chamo de aprender, porque quem não tem dúvidas nada aprende (ou então, é gênio super dotado). E depois de toda essa enrolação, o que quero dizer a vocês é que para as apaixonadas por styling, e os apaixonados também, o Instituto Rio Moda está com outro workshop excelente: Styling Investigativo, com Fernando Penteado. Quem sabe a gente não se encontra por lá? (pensando se quebro ou não o porquinho, kkkkkkkkkkkk)

Se você conhece pouco sobre o assunto, vale dar uma lida nos posts sobre o workshop do Dudu, eu passei a ter uma visão totalmente diferente sobre o assunto depois do workshop. Além disso, acredito que ter noção da “imagem” é fundamental para quem segue ou quer seguir carreira no mundo da moda.

Imagem: Divulgação

Fuén

Meninas (e meninos), estou com problemas técnicos, por isso a falta de posts, mil perdões!

Já andava tudo muito devagar (falta de assunto da blogueira), aí PÁ, chegou a empolgação, peguei o laptop, abri o Safari, e… Cadê a internet? Pois bem, meu quarto está sendo pintado e desconectaram tudo, me deixaram sem internet, estou enlouquecendo. Fui usar o iPhone como modem e ele resolveu não conectar. Tudo está dando errado hahahah mas em breve isso acaba e o blog volta ao normal, ok?
Espero que vocês me desculpem!

Até logo!

Olay

Confesso que nunca fui muito amiga da minha pele. Essa história de tirar maquiagem antes de dormir sempre foi um parto pra mim, ninguém merece chegar em casa morrendo de cansaço e ainda ter que se preocupar com a pele, néam? Porém, eu sou neurótica. Tenho medo de chegar aos 20 anos parecendo um maracujá de gaveta. Então, eu não durmo mais sem tirar maquiagem. Porém, eu tinha um demaquilante bifásico, era muito óleo pra minha pessoa. Estava lendo um post do Chata de Galocha e ela comentava sobre o demaquilante da Olay, marca recém chegada ao país, e influenciada que sou, comprei logo.

Confesso que não dava nadinha por ele, mas o bichinho é bom no que faz, kkk. Em forma de creme, hidratada e retira a maquiagem sem fazer lambança. O primeiro dia em que usei, estava com o delineador Fluidline Blacktrack, M.A.C., e usando o batom Ruby Woo, também da M.A.C., e saiu com muita facilidade. É para a área dos olhos, mas confesso que tenho usado no rosto todo, hehe. Sinto que após retirar a maquiagem, a pele fica sedosa (hidratada) e com aspecto iluminado (será que ando viajando?). Porém, eu não confio muito em usar SÓ o demaquilante, por isso essa hidratação não dura mais do que cinco segundos, kkkk, trato logo de lavar o rosto com sabonete antibactericida (Protex) e depois com sabonete infantil (Johnson’s Baby da cabeça aos pés), já que é pra deixar a pele limpa, que seja bem feito, né? kkkk Óbvio que depois eu hidrato e blablablá.

Enfim, gostei muito da eficiência do produto porém, o dosador é falho, sai produto suficiente para demaquilar o rosto por três dias e não tem como regular, fora isso é excelente, acho que vale MUITO a pena. Alguém recomenda algum outro demaquilante ou tem curiosidade sobre algum? A criança aqui pode ir atrás e tentar testar pra vocês hahaha.