Tribo Fashion

Mês: novembro, 2011

Consumo Autoral e Cool-hunting

Séculos após o workshop ter acontecido, eu finalmente consegui organizar minhas anotações e ainda essa semana começam a entrar os posts sobre tudo o que foi falado, por enquanto assistam um vídeo apresentado por Laiza Martins, no workshop.

Anúncios

Eu vi, tá brilhando!

Inspiração pra eles!

Fotos: chic feed

Inspiração pra elas!

Fotos: chic feed

Balde de androginia

Diretora de estilo da Elle US, cabelo curto e platinado, andrógina. Essa é Kate Lanphear, mocinha rock’n’roll. Diferente de outras editoras que abusam de tendências, cores e feminismos, é neutra; usa preto, cinza, branco e olhe lá.

O “impacto” de seus looks ficam por conta dos (muitos!!) acessórios pesados, correntes, tachas, metálicos. Anéis, anéis, anéis, pulseiras, pulseiras, pulseiras. Apesar dos looks andróginos, Kate não perde a elegância nem o charme, mostrando que o “básico” (assim, entre aspas mesmo, porque de básica, pra mim, ela não tem nada) é fashion, sim.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Joga pra trás

Num dia de andança por blogs, vi uma foto qualquer e fiquei com ela na cabeça. Passaram alguns dias e resolvi procurar, não lembrava aonde tinha visto, vasculhei os quatro quantos do mundo Google e nada. Dia desses uma amiga veio me perguntar sobre uma foto que tinha visto aqui no blog, com a tal tendência, que eu postei e nem lembrava. Fui atrás de mais fotos para ajudá-la e percebi que talvez, fosse realmente uma tendência ou o chamado inconsciente coletivo. As blusas e vestidos começaram a ficar mais fechados na frente e com decotões atrás e para deixar o modelito mais sexy, meninas começaram a usar pingentes pra trás, algo como pegar aquele colar comprido, meio básico e jogar pra trás, pra dar um charme a mais, deixar mais sexy, com bossa.

Agora, atualizado com a foto que eu tanto queria, Bia Perotti lindíssima usando  colar pra trás

Operação casamento!

Há três meses atrás, fui convidada para ser madrinha do casamento de uma amiga muito querida. Entrei em estado de choque, depois em pânico! Não esperava que ela ficasse noiva, muito menos que já estivesse com tudo marcado e que pouco depois me chamasse pra ser madrinha. Passado o momento de choque, veio o momento de pânico: o que usar?

Minha experiência com casamentos é quase nula, fui a três ao longo dos meus 18 anos recém feitos. Sendo que em dois deles, eu tinha uns 3 ou 4 anos, não conta, né? hahaha no outro, eu fui dama de honra, não tive que pensar no que vestir. Pra completar o meu pânico, o casamento vai ser em março e vocês sabem, né? Moro no Rio de Janeiro. Verão + longo + Rio de Janeiro. Conseguiram visualizar?  Pois é. Não faço ideia do que vou usar, de verdade. Porém, já comecei a pesquisar inspirações, soluções. Recentemente, fui convidada para outro casamento, dessa vez em São Luiz – Maranhão, em fevereiro. Como vai ser cerimônia civil e um jantar para amigos próximos e família, o nó na cabeça foi maior ainda. Eu poderia ser acompanhante de um amigo dos noivos, seria mais fácil, mas não, sou afilhada da noiva, não posso colocar qualquer trapo e ir -não que eu fosse usar um trapo caso fosse acompanhante de um amigo dos noivos.

Enfim, chega de blablablá e vamos às fotos inspiracionais.

O vestido branco da quarta foto virou amor, mas vestido branco em casamento, só se for a noiva!

Fotos: Divulgação

 

 

Vestidos – início do post:

1ª foto – Left – (11) 3045-5862 (tem venda online no site)

1ª e 2ª montagem – Patricia Bonaldi (34) 3291-4400

3ª e 4ª montagem – Martha Medeiros (11) 3062-7907 (dá pra comprar por esse número)

A:M por Alexandre Mortagua

Foi ontem, em clima intimista, que Alexandre Mortagua lançou sua primeira coleção. Tem apenas 17 anos, já passou por momentos conturbados e foi matéria de sites de fofoca. Tudo isso lhe causou amadurecimento precoce, refletido em sua coleção.

Alexandre buscou referências em personas de David Bowie: Ziggy Stardust e  Thin White Duke. Referências, apenas isso. Desde o começo, tinha decidido que não seria literal e muito menos caricato. O assunto, por mais batido que seja, em desfiles, ganhou cara nova. Ele pesquisou, leu e foi além da imagem, buscou a personalidade, de forma bastante conceitual.

Minimalista e cheia de transparências, foi assim que o jovem apresentou sua coleção. Com foco em mulheres elegantes, seguras e ousadas, de todas as idades, Alexandre deu o primeiro passo rumo à uma carreira de muito sucesso.

 

Taylor Tomasi Hill

Taí, até agora essa foi a minha descoberta preferida: Taylor Tomasi Hill. A ruiva era diretora de estilo e acessórios da revista Marie Claire US até o começo desse mês, abandonou o posto para assumir a direção artística do site Moda Operandi, que tem como co-fundadora Lauren Santo Domingo. Antes da Marie Claire, Taylor exercia o mesmo cargo (diretora de estilo e acessórios) na revista Teen Vogue.

O estilo Taylor Tomasi Hill de se vestir me encantou. Peças geométricas e ousadia resumem. Inova até em composições monocromáticas, geralmente, em tons sóbrios, como preto ou cinza. Os óculos “gatinho” estão sempre acompanhando a moça, que não larga o smartphone. Taylor volta e meia aparece usando sneakers, mas sem perder o charme (lembram desse post?) e a simpatia. Ah, a clutch rosé da foto acima, uma sandália Balenciaga e uma M.I.L.K. bag azul vivem aparecendo também.

Este slideshow necessita de JavaScript.

@BazaarBR

(post inútil da semana)

Quem acompanha o blog (alguém?) sabe que ando bastante descontente com a situação da moda, no Brasil. Falei sobre isso no post Desabafo. Não compro mais revistas, leio poucos blogs, comecei a perder totalmente o interesse. Há alguns meses atrás anunciaram a vinda de um novo título pra cá, a famosa Harper’s Bazaar.

Não levei fé, já esperava por um fracasso – ando bem incrédula -, sempre que anunciavam um editor novo, eu dava uma checada, mas só pra saber o que estava acontecendo. Vi a capa, não me interessei, aliás, achei bem mais ou menos. Ok, é Gisele, mas aquele fundo amarelo desvalorizou. Porém, a curiosidade falou mais alto, entrei em uma banca, não tinha, na segunda, não tinha. Desisti. Entrei num táxi e passei por uma banca anunciando, pensei em descer bem ali, desisti. No dia seguinte, parei pra comprar uma água em uma banca bem mequetrefe, tinha. Comprei. Fui pra casa, deixei de lado. Contei pra um amigo que estava enlouquecido atrás. A empolgação (e curiosidade) dele em saber a qualidade do conteúdo me fez começar a folhear. Olhei o expediente, o sumário, vi que tinham os dez dedos da Patrícia Carta. Resolvi ler a carta da editora, passei a página, comecei a enlouquecer, conteúdo de primeira linha. Acho que nunca tinha visto revista de tamanha qualidade no país. Ainda não terminei de ler, mas não que tenha ficado desinteressante, pelo contrário, gostei tanto que estou “economizando”. É a minha recomendação pro fim de semana, comprei uma Bazaar e leiam, mas devagar pra não acabar antes da próxima chegar.