Tribo Fashion

Mês: outubro, 2011

Desabafo do dia

(post de carater extremamente pessoal)

A vontade de escrever se esvaiu, com isso o número de posts foi reduzido a quase zero. Um erro imperdoável, eu sei. Os motivos são muitos, mas o principal: decepção.

Meu interesse por moda veio quando eu ainda tinha 9 anos, quando vi minha prima, que na época estava terminando a faculdade de moda, desenhando alguns croquis. Foi paixão a primeira vista. Porém, eu ainda era muito pequena, não dava muita atenção ao assunto. Lá pelos 14 comecei a ler Vogue e Elle, depois blogs de moda. No ano passado, a coisa ganhou força, uma amiga deveras importante também tinha interesse pelo assunto. Em setembro, criei o N’est pas la même chose, que em janeiro desse ano virou Tribo Fashion. Novas pessoas, alguns estágios, muitas decepções.

Ver que a maioria das pessoas escolheu a profissão porque gosta de se vestir ‘na moda’ ou porque é ‘fácil’ era o que mais me incomodava, mas percebi que é mais comum do que parece. O problema são as consequências disso. Conheci gente que poderia fazer qualquer coisa, até ser assistente de juiz em jogo de futebol. Posso contar nos dedos de uma só mão o número de pessoas que trabalham com paixão. São pessoas desinteressadas, fúteis, sem interesse por outros assuntos, isso, pessoas sem assunto. Acham que moda se resume a comprar roupas, revistas, maquiagens. É lógico que faço isso também, até por que quem é que não gosta de comprar??? Mas moda não se resume ao consumismo exacerbado. Não bastasse a falta de paixão, ainda são preguiçosos, prepotentes, abusados, acomodados, aproveitadores, interesseiros. Mimados que não querem fazer o trabalho e passam para algum idiota (estagiário/assistente/secretário, pode escolher o nome). Mandar é fácil.

Tudo tão boring, caiu na mesmice (se é que um dia saiu). Vemos editoriais feitos às pressas, óbvios. Chamam um stylist com nome conhecido, montam qualquer coisa, sentam a modelo em algum banco ou então mandam ela segurar alguma coisa, fazer meia dúzia de poses e pronto. É literal demais. Não tem criatividade. Você não tem que pensar para entender/traduzir o editorial, porque não tem uma história, não está associado à arte,ao lúdico, apenas ao comercial. É quase “faz algo mais ou menos que ta bom”. Uma assessora uma vez me contou: “editorial não vende”, alguém avisa aos editores? Obrigada. Quando o mais ou menos basta, é sinal de que a coisa está muito errada e alguém precisa consertar.

 

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Joanna Hillman

Dou pouca atenção a quem está por trás das revistas de moda. Isso é um erro gravíssimo, eu sei. E se não sei o nome, impossível saber o rosto de quem comanda tudo (ou quase tudo). Nessas andanças por aí (a.k.a. internet), descobri Joanna Hillman, editora da Harper’s Bazaar americana.

Joanna nasceu em Toronto, estudou História da Arte, e  se mudou pra NY, onde trabalhou como assistente da Lori Goldstein (W magazine) e junto com fotógrafos como Richard Avedon e Annie Leibovitz. Depois trabalhou como editora da Teen Vogue e hoje, editora da Bazaar.

A moça possui estilo invejável, e eclético. Gosto de como ela mistura peças mais clássicas/sociais com outras mais modernas. Além disso, seus sapatos são, em maioria, pesados! Ela consegue fazer uma mistura de estilos sem parecer forçada e, principalmente, sem perder a elegância! Aliás, isso ela tem de sobra! Traços suaves, mas postura de mulher muito decidida. Sempre com os mesmos óculos escuros, o mesmo batom vermelho (Lady Danger – M.A.C.) e o cabelo partido para o lado esquerdo! Joanna me conquistou!

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Fotos: Reprodução

Aviso: 7 for All Mankind – 70% off!

Provavelmente, vocês já ouviram falar na 7 for all mankind, também conhecida por Seven. A mais importante marca de jeans premium dos Estados Unidos, queridinha de várias atrizes (e atores também) hollywoodianas.  O motivo da fama da marca? Caimento perfeito, modela o corpo como nenhuma outra calça. E agora, a marca está com até 70% off, na Villa Daslu. A promoção começou ontem e vai até o dia 01, terça-feira. Grande variedade de tamanhos e modelos. E ah, tem peças masculinas também, pode levar o bofe junto.

 

Horário de funcionamento: Seg. a Sab. das 10h as 20h.

Local: Villa Daslu – 3º piso

Estacionamento: 1ª hora: R$10 / adicionais R$4,00

Formas de pagamento: dinheiro, aceitam todos os cartões de crédito e débito e dividem em até 3X nos cartões Visa e Mastercard e cheque – parcelas mínimas de R$200.

Dermablend

 

Consumo Autoral e Cool-Hunting

Cool-hunting – caçar tendências. Observar, registrar, traduzir, perceber. É preciso mais que vontade para ser cool-hunter, precisa-se olhar tudo a sua volta, captar estilos, comportamentos, desejos de consumo. Após isso, é necessário traduzir toda essa informação da forma mais mastigada possível, e depois vender antecipadamente para alguma empresa/marca. É necessário fazer uso da intuição. Porém, antes disso tudo, é necessário estudar, e muito, para saber direcionar (e refinar) o olhar, perceber o que está ao seu redor. É preciso aprender a usar a bola de cristal.

Consumo autoral – após anos de compras baseadas em estar ou não inserido em um contexto social (ainda existem resquícios disso -ou mais do que resquícios), hoje as pessoas buscam o consumo autoral: compras baseadas no prazer pessoal. O indivíduo se questiona (ou deveria se questionar) antes de adquirir algo, compra para adquirir satisfação pessoal. Sendo assim, não basta lançar um produto, precisa conquistar o consumidor!

Gostou dos assuntos? Quer saber mais? Pois bem, o Instituto Rio Moda (citado várias vezes aqui no blog com seus workshops MA-RA-VI-LHO-SOS) realiza no fim do mês um workshop que aborda os dois assuntos, facilitado por Laiza Martins. “O workshop tem como objetivo identificar os Novos Núcleos Geracionais Globais e seus tipos de comportamento, além de debater sobre o que se entende por Consumo Autoral. Os participantes terão a oportunidade de reconhecer em cada Núcleo Geracional características essenciais para criação de estratégias de novos produtos, pontos de venda e comunicação. Ao final do workshop, cada participante deverá estar estimulado a mudar sua atitude para enxergar que hoje não mais só o jovem é produtor de novas sensibilidades e tendências. Cada perfil de consumidor é capaz de inferir novos comportamentos em áreas de maior compatibilidade com suas atitudes e valores.”

Para saber mais: aqui

Para se inscrever: (21) 2523 9975

1,2,3…sandálias diferenciadas!

E continuando a série de peças vistas repetidamente…

Sandálias que lembro bem, quem usava deveria ser banido do mundo!!! Daquelas com salto reto, que mais parecem tijolos com tiras. Nunca imaginei que as veria novamente. As que mais tenho visto, são abertas, com duas tiras cruzadas na frente, e essas tiras saem do “solado” e não do local onde o pé fica, e fecham no tornozelo, também com uma tira. Mas o pior ainda está por vir: meias brancas! Sim, você leu certo, querida leitora! MEIAS BRANCAS!!! Se as meias pegam por aqui? Creio que não, pelo menos, não na próxima estação. Moramos em um país tropical e fica impossível usar meias no verão. Talvez no inverno! Agora, as sandálias sozinhas… eu gosto das “quase lá”, pesadas, mas nem tanto.

Coloquei fotos de outros modelos também, pra ver se agrada alguém! haha

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Fotos: Reprodução

Esporte!

As primeiras vezes que li sobre uma tendência em torno de roupas esportivas, fiquei bastante apreensiva. Logo pensei: ninguém fica bem dentro desse tipo de roupa, são feias, esquisitas! Demorei algum tempo para processar a informação, analisar e começar a aceitar. Em determinado momento, postei a foto de um tênis no tumblr, que estou louca atrás desde que vi nos pés de uma modelo no Fashion Business, foi aí que me dei conta da tendência em si. Estar “esportiva” não significa sair por aí com os pavorosos Nike Shox de 456.789 molas, meia branca até o meio da canela, legging de oncinha e abadá (ui!).

Associado a isso, nas duas últimas semanas tenho me preocupado com minha alimentação (sou da turma que viveria facilmente no mundo da Elma Chip’s -não dava eleger um biscoito só- + Coca-Cola), além disso tenho pensado em começar a variar meus exercícios físicos, levantamento de garfo está chato. Acho que fui pega pelo pensamento saudável. Nisso, comecei a procurar sneakers divertidos e cheguei a conclusão que eles eram bonitos demais para a academia e poderiam ser utilizados no dia-a-dia. Já li comentários que incluiam o nosso (pelo menos, meu) converse all star de cada dia na tendência, mas acho que esse é comum. Os modelos que mais me chamaram atenção são os mais “robustos”, com cano médio e solado mais “pesado”.

Pensando bem, essa é uma tendência interessante… afinal, nada mais confortável que um bom par de tênis (sem molas e cara de academia), certo? Acho que vou parar de ver e comprar um, pra ver que bicho dá.

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Ballasox – teste!

Porque agora eu também faço de teste de sapato (isso existe?). Só não sei falar sobre isso depois, mas vamos tentar. Recentemente falei sobre a Ballasox por aqui. Assim que a assessora me mandou o release da marca, comentei com ela que já conhecia e que até tinha tentando comprar uma, mas não tinha meu número : (  então ela me mandou uma (achei muito fofo).

Olhei, analisei, não levei muita fé. Achei o solado muito duro, logo pensei que fosse ser muito desconfortável andar, complicado “dobrar” o pé. . Coloquei, dei uns dez passos e pensei: “não é que é confortável?”, senti um “aperto” atrás, mas é muito difícil encontrar alguma sapatilha que não faça bolhas no meu calcanhar. Hoje, dez dias depois, resolvi dar uma voltinha com ela (ok, eu sei que esse não é o propósito dela, mas não custa tentar, né?). Tava fazendo um calor infernal, todas as minhas sapatilhas são de couro ou semelhante, achei que fosse esquentar muito, “Alexia, por que você ia usar uma sapatilha no calor?”, porque tava na vontade, hehe. Aí lembrei da minha ballasox novinha, o tecido é fininho e mesmo tendo “forro”, tava com cara de ser mais fresca que as outras. Eu ia andar uns 100m, não custava tentar, né? Coloquei a bichinha no pé e lá fui eu. Conforto puro!!! É uma sensação muito gostosa, o forro é bem macio, parece que você ta com uma meia soltinha. Dá uma incomodada atrás, mas nada que um band-aid não resolva. JURO que nunca usei nada tão confortável, tô encantada. Porém, nem tudo na vida são flores, certo? A minha veio com aplicações de “tachinhas” que saem só de passar o dedo, parece que foram coladas com cola pritt. Pra mim, não é nada grave, afinal ela me ganhou pelo conforto. 

Gostei tanto que já estou considerando comprar mais uma(s). É muito conforto pra pouco preço, vale a pena!

 

Post enrolada, esquisito, porém sincero.

 

50% a 80% off

Tem alguém de São Paulo aí? Espero que sim. A estilista Helô Rocha, da Têca, resolveu fazer um bazar com peças de coleções passadas. Pelas fotos que vi, está imperdível.

(aceita todos os cartões de crédito e débito)

Segundo a assessora me contou, nem são as melhores peças. Se eu estivesse em São Paulo, ia correndo!!!!!! Ta incrível!

Não é de São Paulo e ficou com vontade de comprar Têca? Entra no Dona Edite e se joga!!! Lembrando que no site, a marca não está em promoção, mas mesmo assim vale MUITO a pena!

Campanha em vídeo

Ultimamente, as marcas tem preferido fazer vídeos para divulgar seus lançamentos. Mesmo sendo amante da fotografia, acho a ideia mais dinâmica e divertida (quando bem executada). Como tenho achado interessante, resolvi compartilhar com vocês alguns desses vídeos, bem provável que vocês já tenham visto por aí, mas não custa deixar aqui.

Alguns são mais antiguinhos, mas valem a pena do mesmo jeito.