Tribo Fashion

Mês: março, 2011

Tomatinho bom

Basta olhar os blogs de street style, os sites gringos de fofocas e principalmente, os blogs de moda nacionais (brasileiro adora esgotar um assunto!)… todos falam da tal tendência da calça vermelha, das famosas usando a calça vermelha. A maioria esquece de avisar que não é só a calça vermelha que é tendência, mas a cor também. Pra ser bem sincera, não sou muito fã de sair por aí fantasiada de Fiuk (nada contra!). O vermelho é há décadas a minha cor do coração (já rolou até cabelo vermelho), acho uma cor linda, clássica, elegante, com um toque de sensualidade. Por muitos anos, foi considerada uma cor vulgar e concordo que merece uma certa atenção ao ser usada, mas nada muito grave, só tomar cuidado mesmo.

Agora, voltando a tal “tendência da calça vermelha”, dia desses estava pensando com meus botões e resolvi compartilhar com vocês o que eu realmente acho disso tudo. Na minha opinião, é muito mais divertido um look todo sóbrio com um “ponto” vermelho, seja um sapato, uma bolsa ou até mesmo um esmalte. Fica divertido, inteligente. O vermelho é uma ótima cor para alegrar uma composição invernal. Dar bossa!

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Duvido muito que toda mulher tenha uma calça vermelha em casa (eu mesma não tenho), agora duvido mais ainda que toda mulher não tenha ao menos um acessório vermelho, seja ele bolsa, anel, sapato, batom, esmalte ou até mesmo um casaco ou blusa. Não nego que a calça seja uma tendência, não é isso, mas a cor também é tendência, então por que não tentar aderir a tendência com o que você tem em casa e não com o que é imposto por revistas, jornais, blogs (não estou me excluindo da classe, ok?) e etc? Acredito que vai ser muito mais divertido aderir à tendência com algo que você achou no seu guarda-roupa do que com um look pronto de vitrine. É apenas a minha opinião e quem sabe, dia desses eu também não estou usando uma calça vermelha? Opiniões mudam a todo momento…

Pela primeira vez na vida, confesso, resolvi tentar usar o Polyvore… ok, o resultado não foi dos melhores, hahaha, mas eu tentei.

Observação: Não são todos as tonalidades de vermelho que viraram tendência, foi uma só: vermelho tomate. O que não quer dizer que a partir de agora você está proibida de usar outro vermelho, pura besteira, use o vermelho que melhor se adaptar ao seu tom de pele, ao seu gosto. Moda é criatividade e diversão, nada de regras!!!

 

Editorial – Workshop com Dudu Bertholini

Lembram que há mais ou menos uma semana falei por aqui do workshop com o Dudu Bertholini? Não vou falar tudo de uma vez pra não ficar cansativo e porque são posts “atemporais”. Enfim, como já expliquei pra vocês, aprenderíamos um pouco sobre styling no workshop Imagem da Moda, sendo assim, tivemos um exercício guiado na parte da tarde. Tínhamos que formar duplas e criar um editorial depois. Momento historinha:

Eu sou meio lerda, por natureza, e passei a semana inteira conferindo o horário do workshop pra ter certeza que não ia me atrasar, já tava meio revoltada por passar um sábado inteiro fazendo workshop, o bicho ainda tinha que começar às 8hrs da manhã? Estava revoltada, mas ok. E pra estar pronta a tempo? Óbvio que não consegui e saí de casa faltando QUINZE minutos pro workshop começar, eu queria chorar, odeio chegar atrasada nos lugares… Cheguei lá 8:05, meio esbaforida, mas ok, aí vejo que o endereço que eu tinha era de um prédio residencial, ok, tentei falar com o porteiro que me informou: “É, vai um negócio desse de moda, mas ta marcado pras 9hrs”. Bingo! O que eu ia fazer por uma hora? Tudo estava fechado em Ipanema, eu estava carregando metade da minha casa comigo (maquiagens, acessórios, três looks prontos, pen drive, sapato, câmera, casaco, era muuuita coisa), olhei pra esquina e vi o KiSucos aberto, lá fui eu beber um suquinho pra passar o tempo. Passei 40 minutos pra beber um suco de laranja, credo! Até que resolvi voltar para o tal prédio, na minha frente entrou uma garota baixinha, com um salto enorme, ela estava meio atrapalhada, carregando uma mala, percebi que íamos fazer o workshop juntas. Cinco minutos depois já estávamos conversando, o nome dela é Gabi, ela tinha vindo de Porto Alegre só pra fazer o workshop (corageem!). Almoçamos juntas e na hora do editorial, nós duas de novo, hahahaha. O resultado? Extremamente gratificante e rendeu elogio do Dudu Bertholini, ok? hahahahaha

Fiquei doida de vontade de mostrar as fotos pra vocês! hahahaha

Quem imaginaria que um caftan com um vestido por cima ficaria tão lindo, hein? hahaha

Fotógrafo: Daniel Seabra

Stylists: Alexia Chlamtac e Gabriella Zanchi

Modelo: Priscilla Ricart

Cropped pants

Ando num momento de choque, como o tempo tem passado rápido… Há alguns dias atrás estávamos descobrindo quais eram as tendências para o verão 2011, e agora já estamos afobadas com as tendências do inverno 2011. O verão já caiu no esquecimento, nem mesmo aqui no Rio de Janeiro, queremos saber mais dele. Ok, só as fashionistas que adoram uma montação não querem saber mais dele. Enfim, ao longo dessa semana eu vou tentar mostrar pra vocês algumas das tendências do inverno. Que fique claro, só vou tentar, ando meio enrolada com o colégio, não vou prometer nada.

Ok, vamos ao que interessa, né? É tendência para o inverno, mas acredito que seja mais útil no outono, haha. As cropped pants (calças curtas) são inspiradas nas calças masculinas e foram destaque no último desfile da Isabel Marant, sendo que as de Isabel são num modelo mais “skinny”. As mais baixas devem ter cuidado, pois o modelo “corta” a silhueta. Além disso, as cropped pants possuem um ar mais masculino então, fica melhor com acessórios mais femininos. Sapatos tipo oxford não ficam muito bem exatamente por isso, masculino demais. Esse tipo de calça fica divino com salto alto e as mais altas, podem usar com sapatilhas. Para o inverno, pode-se usar com ankle boots, fica bem interessante.

Os scarpins voltaram com tudo e ficam ótimos com essas calças.

Esse modelo da Isabel Marant (acima) me lembra, de alguma forma, a Audrey Hepburn.

Hoje em dia, é difícil achar uma tendência que não dê pra adaptar de alguma forma a vida executiva. A foto acima mostra como usar uma cropped pant num ambiente mais formal sem perder o ar fashionista.

Pra quem não tem uma cropped pant ou não quer gastar dinheiro com uma, existe a alternativa da barra da calça jeans dobrada. A gente já tem visto isso há muito tempo que já dá pra encontrar calças que já vêm com a barra dobrada (para preguiçosas de plantão como eu). E é uma forma mais light de aderir a essa tendência.

Imaginem essa calça com um oxford, ia ficar masculino demais, mas o peep toe vermelho quebrou totalmente a seriedade masculina do look, deixou mais divertido, mais mulher.

Nunca falo dos homens no blog, mas hoje vou abrir uma excessão. A maioria dos homens vai olhar pra uma dessas fotos, torcer o nariz e dizer que isso é “coisa de gay”. Blablablá. Pura baboseira. Isso é falta de masculinidade no sangue, falo logo. Se os homens soubessem como é sexy esse estilo mais… “clássico”… 

Comprando on-line

Essa tal história de compras on-line ta começando a fazer a minha cabeça. É mais prático, acaba sendo mais barato (nem sempre!) e muuito divertido. É super divertido esperar as tais compras, é a sensação de voltar a ser criança e esperar pelos presentes de Natal.  Enfim, resolvi compartilhar com vocês algumas lojas virtuais que eu acho SUPER legais.

 

A primeira escolhida foi a Coisas de Oncinha, é difícil achar acessórios de oncinha, né? E a loja tem uma curadoria incríííível, é tudo MUITO fofo e super fashionista, com preços bem interessantes, acho que vale muito a pena conferir!

Outra loja que acho muuuito interessante é a Duas Donas, tem umas bolsas mais “arrumadinhas” e com um precinho super legal também! Tem umas bolsas pra festa por preço bem interessante e cumprem o papel direitinho! Além disso, tem acessórios meigos também!

A Livbelle é uma loja virtual só de acessórios, tem coisas MUITO fofas e por um preço incrível, gente! Tem inspired da Alexa Bag, com estampa de oncinha, liberty, militar, várias cores, tem inspired da PS1, da Motorcycle, Céline, Birkin, tem MUITA inspired legal! Umas carteiras MUITO legais também por precinho ÓTIMO!!!!

Agora, mudando pra tecnologia. É difícil achar uma capa que proteja o celular e deixe o bichinho bonito ao mesmo tempo, né? Pois a More-Brasil resolve isso RÁPIDO. Dá vontade de comprar TODAS as capinhas, pena que não tem pro meu celular :\ mas pra as Applemaníacas, tem capinhas LINDAS pro iPhone 4, iPhone 3 e pra iPad também! E o preço? Suuuuper tranquilo! Mais barato até que algumas capinhas feiosas que encontramos por aí, hahaha. Essa de zebra conquistou meu coração. Mentira, todas conquistaram, hahahahaha.

A O.Z. Store já foi comentada por aqui , mas não me canso de falar. Estamos vivendo um momento onde acessórios merecem um investimento especial, colares, pulseiras, anéis, vários deles juntos, com um ar fashionista. Porém, mesmo com essa febre de acessórios, ainda é complicado achar coisas bonitas e que façam nossos olhinhos chorar glitter, e quando encontramos é por um preço quase absurdo, né? Mas na O.Z. a gente encontra coisas lindas e por um preço SUPER justo, acho que vale muito a pena conferir.

Outra coisa que tá super na moda e parece que não vão sair nunca, hahahah, são essas t-shirts diveritidinhas. São super legais pra ir pra acadêmia, usar com short jeans pra bater perna em Ipanema na rua. São ótimas pra quebrar a formalidade de alguns looks, pra dar uma certa bossa. E a Shop Birds and Shoes tem t-shirts MUITO legais e o preço é ótimo.  Dá vontade de comprar TODAS, só tem um defeito pra mim… são brancas, e né? Branca do jeito que eu sou não costuma ficar muito legal, hahahahaah. E o bom é que as duas coleções femininas da marca, são do jeito que a gente gosta, bem cheia de (f)utilidade, hahaha.

E ainda tem uma coleção só sobre sapatos, um vício de toda mulher, acho eu.

E bom, acho que toda garota/mulher SONHA em ter um namorado/marido fashionista, né? Pois é, as t-shirts ficam ótimas pra eles também e pensando nisso, as meninas da Shop Birds and Shoes criaram uma linha masculina super legal também, mas ainda é pequenininha e só tem essas quatro aqui debaixo, mimimi.

E gente, eu sou apaixonada por acessórios de cabelo. É um levanta look instantâneo. E tem uma loja de uma amiga minha com coisas LINDAS pra matar qualquer uma do coração, é tudo muito fofo e feito pela própria Flávia dona da loja. Aí vocês logo pensam que é tudo absurdamente caro, que nada! Os preços também são SUPER simpáticos. E além de poder comprar pela internet, dá pra acompanhar o blog da Pin-Up Carioca. E pra quem mora no Rio ou está de passagem, a Pin-up carioca também tem loja, anota aí: Edifício Menezes Cortes, 2˚ piso, stand 3. Centro – Rio de Janeiro. E a Pin-Up Carioca também dá o ar de sua graça na Feira do Lavradio (Rua do Lavradio – Centro).

Tem também a Pop-Up Store. A maioria de vocês já devem ter escutado falar na loja. E bom, tudo o que faltou nesse post pra completar um look, vocês podem achar por lá, hahahaha. A loja é MUITO fashionista, hahahaha. Vale o clique.

E pra terminar o post (ufa!), o último lançamento fashionista dos últimos tempos: o Meninas Club. É um site de compras coletivas só para meninas, suprindo todas as nossas necessidades fashionistas. São promoções SUPER legais e que realmente interessam as mulheres. E pra mostrar que estavam começando com o pé direito, o lançamento do site foi com o sorteio de uma Louis Vuitton Speedy, pra mostrar o quanto eles se importam com suas clientes e quão it seria o site. 

 

Muuuuuitas dicas, agora vamos todas estourar os cartões de crédito! hahahahahahah

Liz Taylor

Hoje, faleceu a última grande diva do cinema, Elizabeth Taylor, aos 79 anos.

“Grandes garotas precisam de grandes diamantes.”

Santa Lolla

Amanhã será o coquetel de lançamento da coleção outono/inverno 2011 da Santa Lolla. Aquela coleção que conta com sapatos lindos em estampa de oncinha e a top-top-top model, Freja Beha!

Enfim, amanhã terá um coquetel de lançamento na Oscar Freire, som comandado pela DJ Jana Rosa do Agora que sou rica. Além disso, as clientes receberam gifts nas compras amanhã:  as sombras desenvolvidas pela marca, e um make-up express. Mas né, nem todo mundo mora em São Paulo pra poder ir até a Oscar Freire. E pra quem não mora, nada de choro, porque a Santa Lolla pensou nas suas clientes do Brasil todo. Sendo assim, as clientes de outros locais do país também poderão participar do lançamento. Simultaneamente ao coquetel da Oscar Freire, as outras lojas também realizarão coquetéis de lançamento.

Aprendendo sobre estilo com Dudu Bertholini

Conforme falei nesse post, ontem teve um workshop com o Dudu Bertholini, estilista da Neon. Promovido pelo Instituto Rio Moda e parceria com a Kalimo. O workshop com título “Imagem de Moda”, deveria ajudar  todas (o único macho presente, era o fotógrafo) a construir imagens, a entender e saber como fazer um trabalho de styling.

A primeira imagem de estilo que identifiquei no workshop, foi a figura do próprio Dudu Bertholini. Estava com um de seus caftans belíssimos, uma sapatilha colorida; em um dos braços, pulseiras de madeira, no outro, pulseiras coloridas; um colar com conchas e o símbolo da Neon; um brinco comprido em apenas uma das orelhas. Ali tínhamos um exemplo único de estilo, o mix de texturas, cores, estampas, o tal do hi-lo.

Dudu contou brevemente a história da moda no século XX, algo que todas ali já conheciam, mas Dudu contou de maneira diferente, animada e contagiante. Explicou as marcas de cada uma das décadas e o que ele achava de cada uma delas. Lembrou-nos que hoje em dia não pode-se dizer que o estilista “x” criou a peça “y”, tendo em vista que a última peça realmente criada foi a mini-saia, na década de 60. Segundo Dudu, a moda não é mais o agente transformador e sim a tecnologia. Disse ainda, que a Apple é a nova Chanel, que a Apple cria. “Criar é delicado (…) Só a Apple cria, a moda não cria.”.

Dudu falou do privilégio ao acesso de informações que todos têm hoje em dia: “A informação que a blogueira de 12 anos tem é a mesma que nós temos, que a Anna Wintour tem”. E com isso, a tecnologia transforma, faz a muda mudar. A informação, dos anos 90 pra cá, foi pulverisada, de forma caótica, mixada. E com isso cada um tem que ser um pouco stylist. A avalanche de informações é gigante e com isso, temos que aprender a selecionar o que nos interessa, a fazer nossa própria curadoria.

Nos anos 2000, tudo foi descontruído, começamos a fazer remixes de todas as tendências. Temos mistura de décadas em um único desfile, mistura de tendências. São tantas informações num único desfile, numa única temporada, que não existe mais certo ou errado na moda.

E com tantas tendências e nada sendo criado, a função do estilista é ter uma identidade, fazer com que o cliente se identifique com aquela identidade. E com o passar das temporadas, essa identidade deve ser afunilada e aprimorada, isso é o que forma um grande estilista.

Como nada mais é certo ou errado, pra que existem as tendências? Para gerar consumo. A moda não dita o que você tem que usar, ela te dá ideias, dali pra frente é com você, você é quem vai inovar. São ondas e pensamentos comuns. E para Dudu, não faz sentido dizer que uma cor ou que determinada peça saiu de moda nos tempos atuais. Ele diz também que, para ele, talvez, o “errado” seja a falta do hi-lo, do mix, do ruído.

Dudu aproveitou para pontuar uma questão muito importante, a diferença entre stylist e styling. Styling é a criação da imagem de moda, e stylist é o profissional que realiza esse trabalho. Diferença óbvia, mas que ainda gera muitos erros e confusões. O stylist dá o tom trabalho e é um profissional multifuncional, podendo atuar em diversos campos: editoriais, desfiles, catálogos, curadoria, consultoria, publicidade/cinema, trabalhos pessoais. E em qualquer um dos campos o principal é entender e conhecer o cliente. O stylist deve maximizar as ideias da coleção. A edição deve ter ritmo.

Ao trabalhar com desfiles deve-se entender profundamente o seu cliente, o que ele quer e o propósito dele. E nesse momento, é primordial que o stylist entenda que ele não é o principal ali, ele é apenas um coadjuvante, o mais importante deles, mas ainda assim um coadjuvante. O stylist não pode se sobrepor à marca ou ao estilista. Além disso, possui uma linguagem diferente do editorial.  Num editorial, existem clientes pagantes com peçuas para serem usadas naquele editorial. A magia pode ser colocada de forma mais ampla. Além disso, o stylist vai cuidar da equipe toda, fazer com que haja compromisso entre eles (fotógrafo, maquiador, modelo, assistentes). Num catálogo, o profissional deve evidenciar as peças e nesse caso, principalmente, o cliente é tudo. Você não pode usar nenhum outro produto que não vá ser vendido na loja para não gerar confusões futuras. Um catálogo é diferente de um editorial, o catálogo é unicamente comercial e o editorial apresenta ao consumidor as tendências. Com trabalhos pessoais, cada um tem que entender o seu diferencial e apostar nisso, valorizar o que você tem como arma. Usar tudo o que você sabe no seu trabalho (arte, história, fotografia, costura, tricô). Como Giorgio Armani, que era médico e usou a anatomia para criar roupas que mostrassem a identidade do homem europeu. Dudu deu um incentivo à todas nós:” nada se sobrepõe a uma boa ideia. Transformem o banal em especial”. Disse também que o olhar é mais caro que a técnica e devemos perseguir um objetivo.

A moda tem dois lados, o banal e o antropológico. Deve-se ter cuidado com o lado banal abandona e resgata as pessoas de forma promíscua. O que você fizer tem que ser por você, enquanto isso não acontecer você não vai estar pronto para receber aplausos ou vaias. O sucesso é uma onda como a moda. A realização é pra vida toda, como o estilo.

Ao construir uma imagem, deve-se analisar e compor linhas do corpo, de composição. Criar formas. O stylist é 50% criatividade e 50% diplomacia.

“Não mascare, não enfeite um look, fica bobo. Cada acessório tem seu peso.”

“Nadar contra a corrente, mas sempre em frente.”

 

 

Amor & Sexo

Sexta-feira foi a gravação do programa Amor & Sexo, que vai ao ar terça-feira. Várias blogueiras e jornalistas foram convidadas (os) para fazer parte da platéia. Eu também fui convidada, mas não pude ir, porque sou menor de idade (todas chora!), mas #azamiga foi hahaha. A Flavia (único ser que lembrou de me mandar as fotos, sabe Pritty?) me mandou por e-mail váááááárias fotos da Fernanda Lima. Eu não sei exatamente o que rolou no programa porque #azamiga não me contam nada #momentorevolta. Eu sei que o Latino chamou uma delas pra ir ao Outback, ahahahahahah.

Enfim, Fernanda Lima estava usando um vestido LINDO, de babar. Segundo ouvi dizer -não sei se é verdade-, é criação do stylist da moça, Rodrigo Grunfeld.

Mãe fashion ❤

#azamigaeodivo Liz, me dá uma mãe linda como a sua? Grata.

Nossa maratonista é muito linda e fofa!

A mulher animal print não me manda as fotos, tudo culpa dela!

Só ela pra me salvar u.u

Larga o iPad, Lizgha

Fê ❤

tuíteira de plantão!

Cadê a plaquinha com o meu nome tão prometida? kkkkkkk Ficam tietando a Fernanda Lima e esquecem de mim, hãm.

 

Pronto, parei de reclamar hahahahahaha segundo ouvi dizer, o programa vai ser ótimo, elas não me contam detalhes, sabem?

Enfim, enfim, obrigada a equipe de mídias sociais da Rede Globo pelo convite.

 

A nova C&A e sua parceria com Stella McCartney

Virou moda lojas fast fashion fazendo parcerias com grandes estilistas. Se não me engano, começou com Karl Lagerfeld (estilista da Chanel) fazendo uma parceria com a rede de lojas fast fashion (maravilhosa) sueca, a H&M. Já tivemos Valentino pra GAP, Kate Moss para Top Shop, Alber Elbaz (Lanvin) para H&M e por aí vai.

Já falei aqui da minha revolta com a moda nacional, e até essa história de estilistas famosos fazerem coleções para lojas Fast Fashion já pegou por aqui. Já tivemos Oskar Metsavaht (Osklen) para Riachuelo, em breve Cris Barros também para Riachuelo. Para C&A já tivemos Beyonce, Amir Slama, Maria Bonita Extra, Espaço Fashion, Isabela Capeto, Gloria Coelho e outras parcerias também. A C&A começou a investir pesado nessas parcerias e com isso, começou a chamar atenção do público fashionista (primeira coisa que começou a chamar a minha atenção).

A inauguração da flagship no Shopping Iguatemi, em São Paulo, foi outra coisa que chamou minha atenção (e do mundo fashion). Workshops com Julia Petit (do Petiscos), Lia (do Just Lia) e Érika Palomino (uma das maiores jornalistas de moda do país). A organização da flagship é incrível e a decoração toda bem pensada. Logo de cara, imaginei que essa organização seria exclusividade da flagship, mas não, senti que as outras lojas ficaram mais “bonitas” também.

A nova aposta da marca, foi em uma parceria com a estilista inglesa Stella McCartney. A parceria já deu o que falar. Primeiro: os preços; Segundo: ter que fazer um cadastro no site para conhecer as peças antes (e lutar com mil mulheres enlouquecidas).

Primeira coisa que me agradou: convidar blogueiras para conhecer as peças primeiro. Mais um indício de que a marca está querendo entrar cada vez mais nesse mundinho fashion, e mudar o seu público.

Muitas foram as que reclamaram do preço do blazer (todo mundo diz que é blazer, pra mim é um casaqueto) da foto acima. Concordo. Primeiro comentário que fiz, foi: “isso é preço de Zara e não de C&A.”. Tudo culpa da minha santa ignorância e porque não pesquisei um pouquinho antes de pensar, assumo. Se pensarmos que os paetês foram bordados à mão, até vale. Mas aí você vai dizer: “É C&A”, ok, é C&A, mas os preços da C&A sempre foram pequenos devido à qualidade das peças. Se a qualidade sobe, o preço tem que subir junto. Eu mesma disse:”Teve coleção da Lanvin pra H&M e foi super barata”, e a qualidade péssima.

Além disso, vamos pensar, a C&A nunca agradou fashionistas de plantão, sempre sofreu preconceito. Quem fizer uma pequena análise, vai ver que as últimas parcerias já tinham a intenção de agradar a classe. Acho que até agora a única parceria que não foi bem sucedida, foi a parceria com a Beyonce, piriguetismo forte. Agora, a gente analisa as últimas coleções: vemos que pouco a pouco também estão mudando e tentando agradar aos fashionistas. Só que existe um problema, há décadas a C&A tem como público alvo um grupo não-fashionista e de uma classe mais baixa (não é preconceito, é uma constatação). Para mudar esse quadro e atingir um novo público alvo, não bastaria trocar as coleções, tem que mudar muita coisa no conceito da marca. E aos poucos eles vêm fazendo isso. Eles começaram com as parcerias, depois as próprias peças começaram a mudar, a arrumação das lojas, o contato com blogueiras e agora, os preços. Todo mundo sabe, que existe lá no fundo uma dose de preconceito fashion com lojas “mais baratas”. Não é hype se vestir nesse tipo de loja, mas até isso já está mudando, pouco a pouco porém, por enquanto ainda não é bem visto. Digo isso, sem medo, porque eu também fazia parte dessa camada preconceituosa que não via bem a C&A (e outras), mas há alguns meses que venho observando com mais cautela o que a marca vem produzindo. Além de estar observando, também estou me surpreendendo positivamente. Tive certeza que a marca estava querendo mudar de público, quando vi o frisson na minha timeline, todas queriam ver a tal coleção da Stella McCartney, foram uns quatro dias inteiros onde só se falava disso. Quando isso acontece, todos os seguidores dessas pessoas passam a prestar atenção junto, ansiosos. É, a coisa surtiu efeito. Além disso, eles aumentam o bafafá ao demorarem a colocar as peças à venda (só no final do mês).  Os clientes ficam naquela expectativa, aumenta a falação, a divulgação via boca a boca acaba aumentando. A jogada de marketing foi certeira.

Outra coisa que acho muito interessante, são essas coleções exclusivas para a flagship, como a nova parceria com o Amir Slama (foto acima).  Gera uma exclusividade maior às peças. Você vai ter acesso as peças de um dos maiores estilistas de moda-praia do país por um preço muito mais acessível, mas não vai correr o risco de ver o país inteiro usando aquela peça, já que vai ser exclusividade de uma única loja da rede. Além disso, são 53 itens diferentes, essa quantidade de opções só ajuda a ter um número menor ainda de mulheres com o mesmo biquíni igual. Além disso, é uma coleção que vai conquistar o coleção de qualquer fashionista que se preze. Toda inspirada no animal print, hype entre 11 a cada 10 fashionistas e blogueiras.

Imagens: Divulgação

Imagem de Moda

 

Imagens: Divulgação

Gente, vai ser BAPHO esse workshop. Esse eu vou fazer, hahaha. Não perco por nada!