Decor: Móveis coloridos

por Alexia Chlamtac

Há um ano brigo com pai por causa de uma obra na casa dele. O cômodo em obra é o meu quarto. Resolvemos trocar TUDO. O que virou uma discussão sem fim pelos novos azulejos do banheiro, a cor das paredes, o piso, a janela nova, a porta. Com tantas trocas, fui obrigada a procurar referências.

Mudo de opinião a todo momento, já comentei algumas vezes sobre isso por aqui. Enjôo fácil das coisas. Meu pai sabe bem disso e por isso, implicava (e ainda implica) tanto com as minhas decisões, me fazendo pensar mil vezes antes de escolher alguma coisa. A pior parte, com certeza, foi o banheiro. Ele dizia que era melhor eu escolher algo neutro, eu dizia que neutro não ia ser. Queria verde. Visitamos mais de uma loja, mais de uma vez. Nada. A decisão foi deixar do jeito que estava (todo quebrado!!) até segunda ordem. Decidimos a cor das paredes. Foram pintadas. Fiquei entediada e resolvi fazer umas pinturas na parede (óh, o risco!). Virou arte abstrata (pra não dizer outra coisa). Depois de mais um tanto de briga, as paredes estão prontas e junto, o quarto todo. Mas ainda falta o principal: os móveis.

Móveis não são como tinta de parede. Não dá pra trocar a cada quinze dias (ou dá?). Portanto, tenho visitado muitos sites em busca de mais referências ainda. A pasta de inspirações é infinita. Definir o que eu realmente queria foi difícil, quase impossível. Eu só tinha uma certeza: os móveis seriam coloridos.

Existem duas coisas principais pra mim: paredes coloridas (tenho pavor de parede branca!) e os móveis. Quer mudar? Pinte uma parede. Acredito que uma parede colorida já resolve 45% da decoração de um cômodo. Como a parede já está resolvida, falta a parte mais difícil: encontrar os tais móveis coloridos, mas com cores alegres e não enjoativas, se for possível. Comecei uma busca incansável, não achava nada. Uma amiga me indicou a loja Le Modiste, em Ipanema. Pelo que vi no site, é tudo muito incrível, lindo e desejável, mas o preço me assustou um pouco. Explico: como são móveis coloridos não tenho coragem de desembolsar muito dinheiro com eles. Corro o risco de enjoar deles daqui a um ano, vou fazer o quê? Jogar fora algo caro? Não tenho coragem! Vender? Ninguém vai querer comprar uma cama amarela.

Desisti. Não da cama amarela e dos móveis coloridos, mas de comprá-los. Estou em busca de brechós com móveis antiguinhos. Daí fica mais fácil ($), é só lixar e pintar. ‘Mas vai dar um trabalhão’, eu sei que sim e adoro todo esse processo de ‘reciclagem’. Aliás, ando numa super fase de consciência com o meio-ambiente e o mundo. Depois falamos sobre isso.

Além de tudo isso que já falei, estou numa fase super importante da vida (ahaaam! ta…). Tentando resgatar parte da minha personalidade na infância. Eu era alegre, colorida, sabem? Ando muito sem graça. Quero alegrar meus dias, colocando cor em tudo quanto é quanto. A casa do meu pai é meu refúgio, meu pequeno paraíso, e não existe lugar melhor pra encher de cores. Enfim, o que eu queria mesmo era compartilhar com vocês o meu desejo por móveis coloridos e as minhas inspirações. Quando eu encontra-los, posto aqui, ok?

Fotos: Reprodução

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