Kinky Boots

por Alexia Chlamtac

Charlie Price é um jovem que sonha em ir para longe de Northampton, lugar onde foi criado e onde sua família é dona de uma fábrica de sapatos há gerações. No dia em que sua noiva acha um apartamento longe dali, Charlie recebe um telefonema, seu pai acabara de falecer. Ele se vê na obrigação de administrar a fábrica, mesmo não entendendo do negócio e não querendo continuar o trabalho de gerações. Price descobre que a empresa está indo a falência e se vê obrigado a demitir 15 funcionários da fábrica. A última a ser demitida, Lauren, o questiona e o alerta sobre a importância de um “nicho de mercado”. Coincidentemente, horas depois, Charlie tenta salvar uma garota, não consegue, é atingido por algo e acorda em um camarim, com Lola ao seu lado, uma drag queen que reclama da dificuldade em usar sapatos femininos. O desenrolar do filme é hilário e nos ensina muito, sobre administração, foco, decisões e tudo o que há de importante para um futuro promissor.

Imagem: Reprodução

Definiro seu “nicho” é definir a imagem de uma marca e foi justamente por aí que conheci o filme, no workshop de Branding com Carol Garcia. Além de ser uma aula rápida sobre administração é um prato cheio para os apaixonados por muito glitter e o universo das drag queens. Vale muito à pena assistir!

 

Essa semana fui ao cinema assistir Meia-Noite em Paris, do Woody Allen. A trama é excelente, um roteirista (Gil) que viaja à Paris com sua noiva (Inez) (dãã) e os pais dela. Ele está escrevendo um romance e acredita que Paris seja o lugar perfeito para se morar, seu sonho era morar na Paris dos anos 20. Logo no começo da viagem, Inez encontra um casal de amigos, Carol e Paul, dois intelectuais. Inez foi apaixonada por Paul ainda na faculdade e agora ele está em Paris para estudar na conceituada Sorbonne. Gil não tem muita paciência para Paul e em uma noite, resolve sair sozinho, se perde e acaba sendo “levado” direto para os anos 20, o filme se desenrola a partir daí.

Com excelente filmagem, a impressão que temos é de estar caminhando pelas ruas de Paris, trilha sonora brilhante e figurino melhor ainda. A figurinista Sonia Grande me fez babar com todas as roupas do elenco “anos 20”, é uma aula de moda.

Woody prega, nesse filme, que a arte foi feita para ser experimentada e sendo assim, deixa a todos estarrecidos com tamanha perfeição. Um dos melhores filmes que já vi (e olha que eu vejo muito filme). Vale conferir!!!

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