Blue Man SS 2012

por Alexia Chlamtac

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Fotos: Alexandre Mortagua

O primeiro desfile da Blue Man após a morte do seu fundador, David Azulay, deveria causar alvoroço pelo retorno da marca as passarelas, mas não, a confusão era em torno de Lea T., a transexual do momento. Ninguém queria saber o que a herdeira da grife tinha para apresentar. Todos queriam saber de uma transexual, ainda não operada, aparecendo de biquíni. As primeiras peças apresentadas, tinham recortes e estampas pouco usáveis. Com o desenrolar do desfile, apareceram peças masculinas muito bonitas e o feminino evoluiu, porém a marca ainda tem muito o que melhorar, o que não quer dizer que esteja com uma coleção ruim.

O mais comentado, após Lea T. aparecer com um biquíni minúsculo, foi o tombo de Ana Claudia Michels, que lhe rendeu uma fratura no pulso, ajudada por Ana Beatriz Barros, uma cena comovente. Como a própria Ana Beatriz disse, foi sorte, uma modelo iniciante não ajudaria Ana Claudia, por medo. Comentando a atuação de Lea T.: a modelo devia estar quase se autofecundando, para aparecer com seu pênis tão despercebido, e creio que isso tenha gerado o desconforto responsável pela sua atuação esquisita na passarela, Lea rebolava muito, mas sinceramente, pouco me interessa. Ela é transexual com um biquíni minúsculo, algo no meio das pernas complicando a sua forma de desfilar, e mesmo assim desfilou melhor que muita mulher por aí e não trotou feito Paris Hilton e Olivia Palermo.

Por: Alexia Chlamtac

 

Teve Lea T., teve trupe nova na frente do design, teve Marlon Teixeira, teve tombo da Ana Claudia Michels e teve mais uma pancada de coisa. Não sou uma boa pessoa pra falar de moda praia, até porque não sei o motivo de desfilar coleção de moda praia em semana de moda, mas foi um desfile bonito. Nada novo, mas muito bonito. Pessoalmente, na época que frequentava praia, só comprava na Blue Man. Qualidade impecável, tecido de boa qualidade e não se comparava com o que as outras marcas ofereciam. Mas quero falar de Lea: desde sua primeira aparição, numa das últimas campas da Givenchy, sou fã. De carteirinha. Mesmo. Admiro qualquer pessoa que tenha coragem e postura pra assumir o que ela assumiu. É mulher, é linda, é simpática (me infiltrei na coletiva de impresa pós-desfile e consegui trocar duas palavras com ela). Nem me decepcionei com seu andar pela passarela – que, apesar de ter desfilado bem no último outono/inverno do Herchcovitch, Lea peca na moda praia.

Achei babaquice (sim, babaquice MESMO) o desfile ter sido tão comentado pelo tombo da Ana Claudia.  Ao contrário de muitos, meu momento preferido não foi Ana Barros ajudando Ana Claudia a levantar, e sim quando, quase entrando na coxia do backstage, Lea soltou um sorrisinho discreto e os olhinhos cheios d’água. Todos a aplaudiam. Com razão. E merecidamente.

Por: Alexandre Mortagua

 

A primeira parte, eu escrevi, a segunda o Alê escreveu. Dá pra entender, né gente? hahahaha

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