Alexandra Farah: Consumo

por Alexia Chlamtac

Continuando a saga de posts sobre o workshop com Alexandra Farah… Eu vou tentar  aprofundar o que foi dito pela Alê, não sei se vou conseguir.

Nada mais justo do que começarmos falando sobre consumo, assunto esse que, por um acaso do destino, já ando refletindo há um bom tempo.

Fast Fashion versus Low Fashion:

Semana passada, nossa querida Miss V foi assistir a uma palestra do WGSN e disse que conversando com especialistas, chegou a uma conclusão: o próximo passo, em compras, é o low fashion. O que é o low fashion? O contrário de fast fashion. Ta, Alexia, isso eu já entendi, mas o que muda? Ao invés de serem lançadas “coleções” semanalmente, as peças são produzidas com maior cuidado. No fast fashion, o importante é ser rápido e com isso, a qualidade acaba não sendo lá das melhores, néam? Pelo que entendi, não quer dizer que as peças de lojas fast fashion vão passar a ser caras, mas a qualidade vai aumentar, entendem? E a produção não vai ser tão acelerada. Em suma, o fast fashion vai acabar adormecendo por um bom tempo. E sinceramente, isso não me agrada em nada.

Acredito que isso esteja acontecendo devido ao assunto que muito tem martelado em minha cabecinha quase oca: conscientização. Com essa loucura de lojas fast fashion e o acúmulo absurdo e repentino de tendências, creio que passou a existir um consumo desenfreado. As lojas possuem todas as tendências bem ali, na sua frente, por um precinho BEEEEEM amigável, é óbvio que resgatamos a Becky Bloom existente dentro de cada uma de nós e compramos loucamente, parcelando em 100 vezes sem juros no cartão e depois enfiando o bicho no freezer, ahhahaha. É legal comprar, uma necessidade feminina, sentimos vontade de estar na moda e comprar algo que está na moda, seja uma peça de roupa, um batom, o que for, aquilo que é it, faz com que a pessoa se sinta parte dessa “sociedade”, segundo Alexandra Farah e Gloria Kalil. Portanto, poder comprar o que é it por um preço camarada é bastante tentador, mas acho que depois dessa histeria inicial em compras fast fashion, a mulherada começou a perceber que não vale tão a pena assim, que é melhor gastar R$300,00 numa única blusa do que em 30 blusinhas de qualidade duvidosa. A população, feminina, começou a pensar em qualidade e não em quantidade. E é exatamente isso que vai levar ao fim as lojas fast fashion e trazer a tona o low fashion.

Foto: Tribo Fashion.

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