Lola magazine

por Alexia Chlamtac

A revista ta desde o começo da semana, em cima da minha pilha de Vogues e Elles, junto com a Estilo desse mês. Faltava coragem para ler. Faz tempo que perdi o tesão por revistas, digamos assim. Lembro que minhas primeiras Elles e Vogues foram devoradas de cabo a rabo. Com o tempo, fui perdendo a vontade de ler, depois parei definitivamente de comprar a Elle. Comprava quase todo mês a Vogue e de uns três meses pra cá, comecei a comprar também a RG, antiga RG Vogue, só por causa da Vic Ceridono e da Alê Garattoni. Cheguei a pensar que estava deixando de gostar de moda, mas esse foi um medo tão grande que não revelei nem ao meu eu interior, está sendo revelado pela primeira vez nesse exato momento, aqui no blog. Meu maior medo é perder o amor pelo mundo fashion, que passou a ser minha vida.

Com o início do blog, percebi que precisava voltar a me informar, mesmo eu tendo facilidade em pegar tendências. É impressionante como eu me apaixono por algo e meses depois aquilo vira tendência. Mas eu tenho dificuldade em conceituar as coisas que vejo por aí, nisso as revistas me auxiliariam, apenas nisso.

Em todos os cantos eu via todo mundo falando da revista que estava sendo lançada esse mês, a Lola magazine. Depois de meses sem ter a menor curiosidade por revistas, a lola despertou isso em mim. Como os comentários que vi eram de pessoas envolvidas no mundo fashion, imaginei que fosse mais uma revista de moda. Hoje, resolvi ler a revista para achar ideias de pautas para o blog. Sentei na cama, revista de um lado, laptop do outro, pronta para começar a “trabalhar”, mas foi já na primeira matéria que a revista me quebrou. Coloquei Robbie Williams para tocar, deitei na cama, devorei da primeira a última página sem pular uma matéria. A revista me puxou, me prendeu de tal forma, que me deixou perplexa, há tempos isso não acontecia. Conforme fui lendo a revista, fui percebendo que não se tratava de mais uma revista sobre moda e sim sobre mulheres, a diferença é grande. Como a própria revista define a lola é para mulheres que já alcançaram o que queriam, já encontraram príncipes encantados e não precisam deles, para mulher acima dos 30, mulher madura, com estabilidade financeira. Aí é que começa a melhor parte: não sou madura, não descobri que príncipes encantados não me completam, estou perto dos 17 anos (ou seja, beeem longe dos 30), não sou independente em aspecto nenhum, não trabalho, não ganho um tostão furado, mas mesmo assim quis agarrar a revista e condecorá-la a mais nova bíblia feminina.

Tem dicas rápidas e fáceis, a leitura é envolvente, direta, você não lê uma matéria comercial e extremamente impessoal, é tudo ali naquela conversinha entre amigas. O layout é leve, não é aquela confusão visual, toda a edição é muito minimalista. A revista consegue abordar todos os temas ditos como femininos: casamento, sexo, compras, cultura, viagens, culinária, sucesso profissional, sucesso pessoal. As entrevistas são maravilhosas, faz com que mulheres antes dos 30 e da tal estabilidade dita na revista, acreditem em seus sonhos, acreditem nas possibilidades. Vejam o mundo da maneira mais leve e real possível. Taí, essa é a palavra que define a lola: real.

A lola acaba de virar a minha revista necessária de todo mês.

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