Estilo

por Alexia Chlamtac

A falta de originalidade, precurssora do chamado estilo, está em falta. Raramente encontramos pessoas com aquele “quê” que faz a diferença. O mais comum são manequins de vitrines criando vida e andando pelas ruas. Roupas são mais do que alguns pedaços de tecido juntos, é arte e identidade. Como diria a frase-de-alguém-que-não-me-lembro: “a beleza está nos detalhes”. Estar na moda, ser “it” é ir além do conceito. Não vem do berço, criação, sangue ou espécie de dom. É o olhar apurado, a arte de observar e questionar. Observar tem ligação direta com construir; construir é mais do que montar, é harmonizar. São cores, formas e texturas entrando em completo acordo. Moda não é ctrl+c – ctrl+v, é criação, a criatividade de um estilista misturada com o dar asas a imaginação. Moda é história. Tendência é usar o que está nas revistas com a dose ideal do toque pessoal. Estar na moda é ousar sem medo de ser feliz, brincar se vestindo. A roupa certa é a que faz a pessoa se sentir bem. A melhor sensação “modal” não é comprar a peça desejo entre 100 de cada 10 garotas, é ir além e usar de maneira inusitada. Fashion é sinônimo de inesperado. Ter estilo é ter opinião própria, personalidade, defender algo até o fim sem medo das consequências. A fórmula não existe, cada qual cria a fórmula certa adequada a gostos e estilo de vida.

Existe um “detector” do tal estilo, é notável, ou a pessoa é íntima, segura e confortável com o que usa ou é claramente visto o estranhamento com as “roupas”.

Não existe essa de que a moda é uma ditadura onde todos são obrigados a usar tendências. Só passa por esse tipo de desconforto quem se permite ser militarizado – e nesse caso não estamos falando da tendência- e não permite que a opinião própria fale alto. A moda é democrática e cada qual faz o que quer. A ditadura é intelectual, no cérebro de cada indivíduo e a moda é apenas mais um canal de culpa. Moda é pessoal. Tendência é base direcional.

(Foto: The Sartorialist)

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